Com ajuda da polícia? - Cidadão denuncia marginal altamente perigoso que acaba por ameaçá-lo de morte na Estalagem
Um cidadão de 25 anos, que pediu anonimato, está a ser perseguido e ameaçado de morte por um marginal altamente perigoso, conhecido por René DJ, integrante do grupo UTC, pelo facto de o ter denunciado à polícia da Esquadra 44, no bairro da Estalagem. Efectivos dessa esquadra são acusados de revelar ao marginal a identidade do denunciador.
Por: Solange Figueira
O jovem teme pela sua vida, depois de o Jornal Na Mira do Crime ter publicado uma matéria, há 2 meses, em que dava conta do alto índice de criminalidade do bairro Malhação, na segunda rua dos 6 Cajueiros, no município dos Munlevos/ Estalagem, onde identificou três meliantes, identificados por: Côte, Estrela PI e René DJ; tendo depois da reportagem, os marginais sido detidos na Esquadra do 44 na Estalagem.
O denunciante alega que dois meses depois, os marginais René DJ e Côte foram postos em liberdade. Há três dias, René DJ, cujo nome de registo é Ernesto José Apolo, de 22 anos de idade, estava a protagonizar um assalto na via pública e foi interpelado pelo denunciante, que frustrou a acção.
Enfurecido, o meliante fez promessas de morte, porque disse saber que durante o tempo que andou detido, alguns agentes da polícia disseram que foi ele que os tinha denunciado, na esquadra 44. Além disso, foi ele quem convidou a equipa de reportagem deste jornal; pelo que vão o matar.
Dois dos agentes citados como tendo prestado informações aos marginais são apenas conhecidos pelos moradores por Júlia e Vander.
Segundo Mateus dos Santos, o denunciante está sendo ameaçado de morte há uma semana. "O marginal alegou categoricamente que foram os agentes da esquadra 44, na Estalagem, que o apontaram como informante. "A minha vida e a dos meus familiares estão em risco; tenho medo de morrer. O marginal René DJ, quando me abordou, estava muito irado e disse que os agentes de baixa visibilidade da esquadra 44 são padrinhos dele, comem e bebem com ele", disse, revelando que ainda esta quinta-feira, ele roubou um telemóvel e não fugiu a regra: foi detido e posto em liberdade algumas horas depois.
Disse ainda que, às vezes, a polícia diz que o marginal está detido, ao mesmo tempo que é visto nas ruas a passear. "Aqui, por causa deste comportamento da polícia, muitos cidadãos têm medo de denunciar um marginal, porque alguns efectivos colaboram com vários grupos de marginais", disse.
Pede protecção máxima no bairro de onde não pode sair, por estar a.viver nele ha vários anos e não ter para onde ir. "Estou a fazer uma denúncia pública: se eu morrer, foram os agentes da esquadra 44 que me mandaram matar".
A nossa equipa de reportagem entrou em contacto com um dos agentes mencionados pelo denunciante, identificado por Vander (Vendelson Francisco Miguel), conhecido na esquadra por "Chefe Duler ou Chefe Bate Atoa". "Sou o chefe do grupo de busca e captura da esquadra 44 na Estalagem. Meu colega que prendeu o marginal é o Drogba. Na esquadra, não tenho nenhum colega com o nome de Júlia e não conheço o jovem que denunciou. Quando o tio do rapaz me ligou a dizer que o rapaz que está a ameaçar o sobrinho, estava detido na esquadra, eu dirigi-me para lá e falei com o colega que o deteve", narrou.
"O colega ouviu atentamente a minha chamada de atenção e, posteriormente, eu o cadastrei para ter os dados do René", afirmou, asseverando que como não sabia o motivo da presença dele na esquadra, deixou os colegas com ele, até porque não tinha como interferir. "Não sei qual é o motivo que levou os colegas a irem buscá-lo, mas não foi com um mandado, caso contrário, estaria detido".
Por sua vez, o agente Jeovane Domingos, conhecido por Drogba, alega que foi atender ao pedido de um amigo. "Não sei nada sobre a informação de revelarem o denunciante. Prendi o marginal em flagrante quando estava a roubar. O rapaz em causa tira sono aos moradores do bairro Malhação. Ele saiu no Jornal Na Mira do Crime e foi solto. Não sei quem avisou o marginal, não fomos nós", jurou.











