No Km 9-A de Viana: "Pakité", "12 Trinta", "Quadradinho", "Da Gráfica" e "Dário" colocam Polícia "no cafrique", moradores reclamam da inércia das autoridades e clamam pela intervenção do Comandante-Geral
Há muito que este jornal tem denunciado sobre o índice de criminalidade no bairro Km-9/A, Grafanil e arredores, em Viana, onde bandidos como "Pakité", "12 Trinta", "Quadradinho", "Da Gráfica", "Dário", entre outros, tidos como altamente perigosos, têm tirado a tranquilidade dos moradores com assaltos em residências e na via pública com recurso a arma de fogo.
Por causa da insegurança no bairro, os moradores, decepcionados com a actuação da polícia local, clamam pela intervenção do Comandante-Geral da PNA, Comissário-Geral, Francisco Monteiro Ribas da Silva.
Por: Cambundo Caholua
De acordo com as denúncias a que o Na Mira do Crime teve acesso, os referidos marginais desafiam a própria polícia afectos à famosa esquadra do Km-9/A, onde também estão destacado operacionais do Serviço de Investigação Criminal (SIC), o Departamento de Investigação e Ilícitos Penais (DIIP), Ordem Pública, bem como efectivos da Unidade de Reação e Patrulhamento (URP).
Por exemplo, dizem os denunciantes, o bandido "Pakité" é dos mais temidos naquela zona, o mesmo circula com armas de fogo, e Já fez várias ameaças às forças de segurança daquela esquadra, bem como gabou - se já não volta à cadeia, antes prefere morrer.
"Pakité" vive entre o bairro Simione e Km-9/A, os residentes alegam que possui duas pistolas. Dizem ainda que das vezes que os operacionais receberam denúncias sobre a sua localização, nunca conseguiam capturá-lo por medo.
No último sábado, 04, por exemplo, por volta das zero horas, sabe o Na Mira do Crime que "Pakite" foi visto num dos bares do Km-9/A a fazer confusão e ameaçar os clientes com pistola.
Entretanto, os munícipes acionaram a polícia, mas esta alegou que não havia condições para lá chegar.
Outro bandido temido é o "Quadradinho, que liderou o assalto ocorrido na residência do Superintendente-chefe e Director Nacional da Gráfica da Polícia, onde o mesmo roubou uma pistola e cerca de 50 munições.
Segue o "12 Trinta" e "Da Gráfica", estes embora não tendo muito destaque, mas têm causado muita insegurança no bairro.
Depois segue também o marginal "Dário", este alega-se ser militar, e bem antes de recrutar já realizava assaltos em vários sectores do Km-9/A e arredores no bairro Grafanil.
Também já foi denunciado pelo Na Mira do Crime, é apontado de ter em sua posse armas de fogo.
Os queixosos alegaram que os efectivos de vários órgãos destacados na esquadra do Km-9/A, nada fazem, visto que estão apenas mais preocupados em inventar micro-operações para prender motorizadas e tirarem dividendos.
"Estamos cansados, queremos que o Comandante-Geral chega aqui nessas esquadras e dar um puxão de orelha aos policias, porque está demais, a nossa polícia no km-9 está muito viciada é um perigo", ressaltaram os moradores.
"Quando é para prenderem motorizada é rápido, porque cada motorizada cobram 10 a 15 mil kwanzas", denunciou um motoqueiro.
Por outra, o mais grave, conforme apurou este jornal junto de uma fonte na esquadra do Km-9/A, é que existe um problema no interior daquela unidade, o DIIIP não converge com o SIC, nem com o BINFOP, assim como com a URP e a Ordem Pública, ou seja, as operações são feitas desordenamente.
"Aqui na esquadra ninguém fala com outro, o SIC faz a sua operação, o DIIP idem, ninguém coordena, ninguém comunica que está a se fazer isso no Bairro Y", revelou a fonte.
Acrescentou que a sala do SIC é mais decorativa do que outra coisa, está mais fechada do que aberta, "desde que o DIIP chegou na esquadra o SIC relaxou, não saem, e quando têm diligências não conseguem esclarecer", desvendou.
Este jornal sabe ainda que a esquadra em referência teria, no mês passado, a visita de uma alta patente do Comando Provincial de Luanda, uma vez que a unidade não se encontrava com um bom aspecto, o comandante realizou uma micro-operação em que prenderam várias motorizadas e para ser solta cada tinha que se pagar 15 mil kwanzas, este dinheiro serviu para pintar a esquadra e reparar algumas anomalias existentes.
A esquadra do Km-9/A recentemente recebeu um novo comandante, mas os moradores alegam que a letargia é a falta de vontade em perseguir os bandidos continuam, e prevalece o vício de perseguir os motoqueiros, bem como mercadorias que saem da BCA.
O Na Mira do Crime contactou uma alta patente da esquadra do Km-9/A, que começou por admitir que os marginais identificados existem, sim, naquele território. Esclareceu que alguns só aparecem durante o período noturno, tanto é que aquele responsável policial confirmou a presença de "Pakité" num dos bares, mas tão logo acionou-se a polícia, o mesmo acabou por fugir.
Quanto ao marginal "Dário", o suposto militar, também só aparece na calada da noite, visto que o mesmo anda em desavença com o seu amigo "Pakité".
Questionado sobre a visita que a esquadra do Km-9/A recebeu, do 2º Comandante Provincial de Luanda, que levou a polícia naquele território a realizar uma micro-opoeração de apreensão de motoqueiros, em que alega-se que foi cobrado a cada motoqueiro 10 a 15 mil kwanzas para soltura dos meios, entretanto, este dinheiro serviu para a pintura da esquadra.
Aquele alto responsável da esquadra, primeiro, confirmou da visita do 2º Comandante Provincial, mas disse ser mentira de que a polícia recorreu a motoqueiros para restruturar a esquadra, tendo revelado que foi um empresário que teve sensibilidade de oferecer alguns baldes de tinta.
Já no que concerne a descoordenação de trabalho operacional entre as forças do DIIP, SIC, URP e Ordem Pública, o mesmo disse não ser verdade. Acrescentado que todas as operações são, antes de ser efectuadas, comunicadas ao comandante da esquadra.
Ao passo que sobre o esclarecimento do caso do assalto da residência do Superintendente-chefe, sobre os detidos fez saber que já está esclarecido. Por outro lado, negou também as denúncias sobre alegada inércia da Polícia em perseguir os marginais, mas, ao contrário disso, continuam a perseguir os motoqueiros.
Revelou que já há diligências a serem realizadas para detenção dos marginais identificados pelo Na Mira do Crime, bem como tranquilizou os moradores, dizendo que o bairro Km-9/A goza de segurança e que os crimes frequentes são pequenos furtos e abuso sexual, praticados por pessoas próximas das vítimas, sendo que na vigência do actual comandante da esquadra, Intendente Pedro Vaz, durante os últimos cinco meses, foi apenas registado um roubo qualificado.











