Marginais munidos com AKM assaltam mais de dez residências no bairro Deolinda Rodrigues em Cacuaco
Os moradores do bairro Deolinda Rodrigues, situado no município de Cacuaco, queixam-se da insegurança devido ao alto nível de assaltos que se registam nos últimos dias naquele território, onde os marginais, nos últimos dias, assaltaram mais de dez residências e levaram cerca de quatro milhões de kwanzas, fazendo várias vítimas que clamam por uma intervenção urgente das autoridades para pôr cobro à situação.
Por: Kihunga Bessa
Por volta das três horas da madrugada desta quarta-feira, 22, o Na Mira do Crime foi accionado pelos moradores da referida circunscrição, que denunciaram assaltos à residências, perpetrados por marginais munidos de armas de fogo.
Segundo os denunciantes, durante os assaltos, os meliantes fazem-se transportar com aparelhos “TPA” e, sob ameaças de morte, exigem das vítimas transferências de valores monetários.
“Eles são mais de sete e, com aparelhos TPA nas mãos, quando chegam, arrombam os gradeamentos e portas; depois de se introduzirem nas residências, efectuam disparos e, sob ameaças de morte, exigem que se façam transferências, obrigando inclusive à entrega dos cartões multicaixa com os respectivos códigos”, relataram os moradores.
Eunice da Costa, moradora daquele bairro há mais de oito anos, foi uma das vítimas.
Informou que na madrugada de quarta-feira, 22, mais de sete marginais, munidos de AKM, durante um assalto que durou cerca de 30 minutos, levaram vários bens, estes ainda accionaram a Polícia, mas, até ao término da nossa reportagem, não se fizeram presente no local.
Outra vítima é Marta Domingas, também moradora da Deolinda Rodrigues há mais de cinco décadas, que disse não ter sido poupada pelos amigos do alheio, que subtraíram da conta do seu esposo mais de dois milhões de kwanzas através do TPA.
Não satisfeitos, disse, os bandidos ainda levaram diversos bens, como um televisor plasma, três telefones de diferentes marcas, entre outros.
Os moradores apontam o fraco patrulhamento por parte da Polícia e a falta de iluminação pública como factores principais do elevado índice de criminalidade que se regista naquela zona.
Denunciaram ainda que, diante desses factos, quando a população se dirige à esquadra da Handa em busca de socorro, encontra apenas dois agentes da Polícia, que informam a falta de meios rolantes.
“Nós aqui não estamos a dormir por causa dos bandidos, e muitos até estão a abandonar o bairro para procurar zonas mais seguras”, concluíram.











