Índice de delinquência em alguns bairros do Lubango com roubos e assaltos à luz do dia preocupa moradores: dados da polícia indicam redução
O nível de delinquência em alguns bairros do Lubango, na província da Huíla, tem deixado preocupados os moradores, que lamentam os constantes roubos e furtos, muitos dos quais ocorrem à luz do dia e, principalmente, durante o período noturno, nos últimos dias, com a chegada da época chuvosa, a situação tem-se agravado, obrigando várias famílias a dormirem em estado de alerta durante a noite.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
Durante uma ronda efectuada pela equipa de reportagem do Na Mira do Crime, no bairro da Mapunda, a moradora Delfina Guerra manifestou preocupação com o aumento da criminalidade na zona, segundo referiu, a situação varia conforme as áreas do bairro.
“A minha vizinha teve o telefone roubado por volta das 17 horas, junto ao portão de casa, quando regressava da praça, os assaltantes eram adolescentes, entre 15 e 16 anos, que andam com facas e lâminas nos bolsos, felizmente, ela não reagiu e não foi ferida”, relatou.
A cidadã apelou à Polícia Nacional, em especial à 8.ª Esquadra, para reforçar as rondas de patrulhamento, tanto no período da tarde como à noite, de modo a garantir maior tranquilidade aos residentes.
No bairro da Tchavola, os moradores apontam como ponto crítico as imediações da zona da Nduva tem ali alguns arbustos, que, segundo Manuel Capenda, se tornou um esconderijo de marginais munidos de facas e catanas.
“Depois das 19 horas, o ideal é circular em grupo para intimidar os marginais, pedimos que a polícia intensifique o patrulhamento nessa área e noutros pontos críticos, a fim de garantir maior segurança”, apelou.
Já no bairro Tchituno, Maria Emília Ferreira atribui o aumento da criminalidade à falta de iluminação pública em várias ruas.
"Há jovens que se abrigam em obras abandonadas, onde escondem objectos roubados e consomem liamba, de lá saem para cometer assaltos sem medo, levam de tudo, televisores, botijas, colchões, telefones e outros bens, a situação preocupa-nos bastante”, afirmou.
Por sua vez, Teresa Abel Domingos, residente no bairro do Tchioco, destacou que, apesar das acções da polícia, os roubos e furtos continuam frequentes, inclusive durante o dia.
Além do grupo conhecido como "Os Três Ninjas", há outros que aproveitam a chuva para agir, fingem precisar de ajuda e, quando abrimos a porta, anunciam o assalto.
"Levam roupas, objectos pessoais e tudo o que encontram, pedimos à polícia que intensifique o patrulhamento para travar essa onda de criminalidade”, disse.
Entretanto, dados oficiais a que o Na Mira do Crime teve acesso, provenientes do Comando Provincial da Polícia Nacional na Huíla, apontam uma ligeira redução dos índices de criminalidade, principalmente na cidade do Lubango.
O mais recente balanço semanal de segurança pública, referente ao período de 15 a 22 de Outubro do ano em curso, registou 65 crimes, menos três ocorrências em comparação com a semana anterior, um sinal, segundo as autoridades, de melhoria do ambiente de segurança na província.
Durante o mesmo período, foram esclarecidos 22 casos, que culminaram com a detenção de 154 cidadãos suspeitos, envolvidos em crimes de homicídio, roubo, furto, tráfico de drogas e abuso sexual.
A actuação das forças policiais resultou ainda na apreensão de seis armas de fogo, 101 porções de droga do tipo cocaína, 37 quilogramas de liamba, 16 motorizadas, nove televisores, quatro cabeças de gado bovino, entre outros bens.
As ocorrências mais significativas foram registadas nos municípios da Matala, Chicomba, Quilengues e Caluquembe, de acordo com o relatório da corporação.











