Usam pó tradicional para entrar nas casas: Moradores do Cazenga clamam por intervenção urgente das autoridades policiais devido à alta de delinquência
Moradores do bairro da Mabor, comuna do Kima Kieza, município do Cazenga, clamam pela intervenção das autoridades policiais no sentido de conter os constantes assaltos e furtos em residências e na via pública, situação que tem levado muitos cidadãos a abandonar o bairro.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Os moradores disseram à reportagem do Na Mira do Crime que os assaltos em residências ocorrem, principalmente, na Rua da Índia, com maior incidência na zona da Colômbia e arredores.
Uma cidadã residente na zona da OMA contou que as casas pertencentes a cidadãos da República Democrática do Congo têm sido as mais visadas.
“Os assaltos reduziram depois de o comando municipal da Polícia ter visitado a zona da Colômbia, mas, nos últimos dias, as lutas entre o grupo "Rebelião" e os "Colomboas" têm sido frequentes, e os assaltos em residências voltaram a criar medo no bairro, os vizinhos do Congo estão a fugir porque são os que mais sofrem com os assaltos”, disse a moradora.
A entrevistada acrescentou que, embora sejam poucos os casos de assaltos violentos, a maioria dos marginais recorre a uma substância misteriosa para neutralizar as vítimas.
“Usam um pó tradicional que compram nos mercados, procuram um orifício na casa e atiram o pó para dentro, depois, quando todos adormecem, entram e levam as coisas. Se houver mais casas ao lado, eles amarram as portas para ninguém sair e ajudar o vizinho, esta prática tem sido muito frequente aqui na Mabor”, explicou.
Um ex-morador da zona da OMA afirmou ter abandonado o bairro depois de ser assaltado várias vezes na via pública.
“Agora estou na paragem do Imbondeiro, aqui é perigoso, desde a paragem do Ndozi até à rua do colégio Leovani há muitos bandidos, principalmente na OMA, quando começa a escurecer, atacam as pessoas que regressam às suas casas, na zona dos Colômbias, quando há luta de grupos, um tal de "Nino" e o "Aníbal", fazem e desfazem, atacam motoqueiros ou qualquer pessoa que passa, dizem que o grupo deles frequenta mais a rua do bar da sogra”, relatou.
Um dos moradores da zona do Pneu Grande atribuiu a falta de policiamento e a inexistência de uma esquadra local como os principais factores que favorecem a acção dos marginais.
“Recentemente tivemos uma reunião entre os moradores para decidir o que fazer, estamos saturados, chegámos à conclusão de que a ausência de uma esquadra aqui e a falta de patrulhamento contribuem para que os bandidos atuem livremente. Eles sabem que a polícia só aparece quando tudo já aconteceu, por isso pedimos que nos coloquem, pelo menos, um posto policial”, clamou um dos residentes da Colômbia.











