Cidadão egípcio gravemente ferido por marginais e alvejado com arma de fogo durante assalto à sua residência na Sanzala
Um cidadão estrangeiro, de nacionalidade egípcia, identificado pelo Na Mira do Crime como sendo Fathalla Abdelmagid Azzam, de 34 anos de idade, foi assaltado na madrugada de sexta-feira,18, no interior da sua residência, no bairro Sanzala, rua da Celina, em Viana, por quatro marginais armados com armas de fogo e objectos contundentes, tendo sido ferido com gravidade com golpes de catana em várias regiões do corpo.
Por: Adão Paxi
De acordo com a vítima que falou em exclusivo ao NA MIRA DO CRIME, o assalto ocorreu por volta das 03 horas da madrugada, quando o grupo de marginais, munidos de armas de fogo e catanas, invadiu a sua residência.
Durante a acção criminosa, os marginais exigiam da vítima valores monetários, e por se recusar a entregar, foi atingido com um disparo de arma de fogo, que provocou um ferimento de raspão, tendo de seguida sido agredido com golpes de catana que obrigou a 37 pontos de sutura.
"Quando chegaram, romperam a porta. Foram quatro marginais que consegui identificar, estavam com os rostos descobertos. Em seguida, começaram a exigir dinheiro, mas eu recusei, então um deles deu-me uma chapada e mandou o outro bater-me com a catana", contou a vítima, visivelmente abalada.
Segundo o mesmo, os marginais colocaram-se em fuga após subtraírem diversos bens da residência, nomeadamente duas televisões, uma de 65 polegadas e outra de 33 polegadas, uma botija de gás e dois telefones de última geração, das marcas Tecno e Itel, assim como 500 mil kwanzas.
Acrescentou que, mesmo ferido, conseguiu contactar a Polícia, mas foi informado que os efectivos estavam “ocupados com outras situações”, não tendo sido prestado qualquer apoio imediato no local.
"Depois de tudo, de manhã cedo dirigi-me à esquadra que fica na Rua da Célia, na pracinha, mas infelizmente não me deram atenção. Foi então que me dirigi ao Comando Municipal de Viana e, no dia seguinte, 19 do corrente, fui notificado pelo Departamento de Investigação Criminal de Viana, através da Direcção Nacional de Medicina Legal, para ser submetido ao exame médico forense", informou a vítima.
"Mas até aqui nada. Nem água vem nem água vai. Não há uma luz positiva. Desde que me notificaram, até hoje não dizem nada", lamentou.
Contactado por este jornal, o porta-voz do SIC-Luanda, Emanuel Capita, informou que os trabalhos de investigação estão em curso para a detenção dos marginais.
"Neste momento é preciso ter muita calma. Ainda não passaram 15 dias e o trabalho de investigação não tem sido fácil. É preciso muita calma e paciência", orientou.
O porta-voz acrescentou ainda que a vítima deve seguir o processo para se atualizar sobre o andamento do caso.











