Procura-se Polícia: Marginais tomam conta de assalto paragem da "Estalagem Bomba" roubam e intimidam passageiros "e ninguém faz nada"
Os lotadores de táxi (bandidos) que actuam na paragem da Estalagem, junto às bombas da Sonangol, no município de Viana, têm criado um clima de pânico e promovido assaltos constantes, situação que se agrava diariamente nas primeiras horas da manhã, por volta das 05 horas, e intensifica-se a partir das 17 horas, períodos em que marginais passam a dominar o local, com a ausência conivente da Polícia.
Por: Adão Paxi
Segundo dados recolhidos no local pela equipa de reportagem do Na Mira do Crime, na paragem das Bombas, na Estalagem, transformou-se num verdadeiro ponto de insegurança para cidadãos que dependem do transporte público e do comércio informal.
O local é frequentemente palco de assaltos à mão armada, roubos de telemóveis, valores monetários e mercadorias, praticados por grupos que actuam de forma organizada.
De acordo com um taxista, que pediu anonimato, contou que os motoristas vivem sob constante ameaça.
“Aqui já não é paragem, é território deles, a partir das cinco da manhã já começam a aparecer e, depois das 17 horas, ninguém manda mais nada, já fui assaltado duas vezes levaram dinheiro e telefone”, relatou.
Uma vendedeira ambulante, que trabalha diariamente na paragem, afirmou que o medo faz parte da rotina.
“Nós vendemos com o coração na mão, eles passam, escolhem o que querem e levam, quando reclamamos, somos ameaçadas, muitas colegas já deixaram de vir porque foram roubadas várias vezes", lamentou.
O passageiro Domingos Catulo, ouvido pelo Na Mira do Crime no local, disse que a população sente-se abandonada e relatou um caso ocorrido na noite de sexta-feira, 17 do corrente mês,
por volta das 20 horas, em que um jovem que saía da escola foi vítima de roubo ao entrar num táxi.
Ao aperceber-se do furto e tentar recuperar os seus pertences, o jovem acabou espancado por um grupo de lotadores que se encontrava na paragem.
“Quem passa aqui cedo ou ao fim da tarde sabe o risco que corre, eles ficam em grupo, observam e atacam”, afirmou.
Segundo moradores e trabalhadores da zona, os assaltantes actuam com maior intensidade nos horários de maior movimentação, aproveitando-se da ausência de patrulhamento policial.
A população apela à intervenção urgente dos órgãos competentes para pôr fim à situação.











