Hoji-ya-Henda- Grupo de marginais chefiado por "Baba-dji", "Sacó", "Pipilson", "Nelo X" e "Da Galáxia" tira sono dos moradores do ex-Calaboca
Os moradores da rua 11 de Novembro, no bairro do ex-Calaboca, município do Hoji-ya Henda, em Luanda, estão aterrorizados com a onda de assaltos e violência protagonizados por um grupo de marginais, liderados por Baba-dji, Sacó, Pipilson, Nelo X e da Galáxia. Os alvos principais são os estudantes que frequentam a escola Menonita e IEBA, que são assaltados e despojados de seus pertences, incluindo telefones, mochilas e valores monetários, sem a intervenção da polícia que sempre tarda a chegar ao local do crime.
Por: Adão Paxi
Segundo os moradores, que preferiram manter o anonimato, os assaltos têm sido constantes, a qualquer hora do dia. Os principais alvos são os estudantes da escola Menonita e IEBA, como já se referiu, especialmente às 12 horas, quando saem da escola. É nesse momento que os marginais os abordam, roubando-lhes telefones, mochilas, carteiras e valores monetários.
"Os marginais são levados pela polícia, mas depois de dois ou três dias voltam ao bairro e continuam a fazer o que querem. Já estamos cansados de fazer denúncias, sabendo que eles sempre acabam soltos", afirmou um morador, visivelmente frustrado.
Os assaltos em residências também têm sido uma constante, geralmente entre a meia noite e às duas horas. Grupos armados têm aparecido com objectos contundentes, ameaçando e roubando os moradores.
Um morador, que vive no bairro há mais de 50 anos, afirmou que já foi vítima de assalto perto da sua residência quando saía da igreja. "Fui assaltado e roubaram o meu telefone de marca Tecno, no mês de novembro, às 22 horas. Me ameaçaram com uma faca e pediram o telefone. Não reclamei, entreguei o telefone logo que vi a faca", contou.
Durante a reportagem, o Na Mira do Crime identificou os lugares mais críticos onde os marginais têm actuado. No sector 54, há casas abandonadas que servem de esconderijos e até mesmo locais de violação, segundo os moradores. Outros pontos críticos incluem o sector 50, na rua das peças, e o sector 41.











