"Orochi" "De Malanje" e "De Limorrer" - Grupo de marginais aterrorizam bairro da Cafilda no Hoji-ya-Henda
Os moradores do bairro Cafilda, concretamente na zona do Kawelele, município do Hoje-ya-Henda, denunciam constante onda de assaltos protagonizada por marginais identificados pelos nomes de "Orochi", "De Malanje" e "De Limorrer", sem nenhuma intervenção das autoridades competentes, sendo por isso que fazem das suas a qualquer hora do dia.
Por: Adão Paxi
Segundo os moradores, que falaram em exclusivo ao Na Mira do Crime, os assaltos têm sido frequentes e os criminosos parecem não ter medo de nada, atormentando o bairro com recurso a armas brancas, principalmente das 21 horas em diante.
Ndombaxi Miguel, morador do bairro há mais de 17 anos, conta que já sofreu assaltos levados a cabo por esses marginais no mês de Outubro, quando saía do serviço para a sua residência, tendo sido interpelado quase na porta de sua casa.
"A situação no nosso bairro está cada vez mais difícil. Os assaltos e invasões de casas são uma coisa comum aqui. Eu mesmo já fui vítima de um assalto em Outubro, quando um grupo de marginais me abordou na rua, levando todos os meus pertences, como a carteira, onde estavam os meus documentos, e o telefone que estava comigo. É um sentimento de impotência e medo que não desejo a ninguém", contou Ndombaxi Miguel, de 46 anos.
Acrescentou que o clima de medo e insegurança instalou-se na rua do Cafilda, devido a uma onda de assaltos e invasões de cantinas perpectrados por marginais conhecidos.
"Os marginais que têm feito isso são conhecidos, circulam todos os dias aqui. Ninguém faz nada; quando chamamos a polícia para intervir, infelizmente, só chega depois de tudo acontecer", afirmou.
Outra moradora, que preferiu não se identificar, acusa a polícia de não fazer o suficiente para combater a criminalidade no bairro e afirma que quando aparece é só para extorquir os moto-taxistas que circulam naquela zona.
"A situação está fora do controle. Temos a esquadra do Kawelele aqui próximo, mas os seus efectivos só fazem patrulha de proximidade de dia, período fértil para partilhar dinheiro com os moto-taxistas, como é habitual. Essa rua, aqui, dá acesso ao Kikolo Shopping, e das 21 horas em diante, tem sido muito complicado circular aqui", queixou-se.
Os moradores afirmam que, cada dia que passa, a situação vai se agravando e que os proprietários das cantinas estão a considerar a possibilidade de fecharem as suas lojas por falta de segurança, exigindo acção imediata das autoridades para restaurar a segurança e a tranquilidade no bairro.











