Saldava a 500 mil: Polícia detém professor de 32 anos acusado de tentar vender contentor alheio avaliado em mais de um milhão de kwanzas
Um cidadão de 32 anos de idade, professor de profissão e residente na Centralidade da Quilemba, município do Lubango, província da Huíla, foi detido em flagrante delito na manhã de sexta-feira (27), por efectivos da Polícia Nacional afectos à 9.ª Esquadra Policial, quando tentava retirar um contentor de 40 pés pertencente a uma empresa chinesa, denominada CITIC.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
De acordo com a comandante da 9.ª Esquadra Policial na centralidade da Quilemba, subinspector, Maria Emília Katalama, o contentor, avaliado em mais de um milhão de kwanzas, estaria a ser comercializado pelo suspeito ao preço de 500 mil kwanzas.
Durante um trabalho de patrulhamento, os efectivos depararam-se com uma viatura com grua que se preparava para retirar o contentor, localizado junto ao primeiro semáforo, no Bloco X.
Questionado pela polícia, o cidadão apresentou uma suposta documentação da administração do bairro, alegando ter autorização para retirar o contentor, que, segundo afirmou, lhe teria sido vendido por um cidadão chinês.
Entretanto, os agentes analisaram o documento e constataram tratar-se de um escrito mal elaborado, assinado sem conteúdo credível.
O suspeito foi então encaminhado à administração da Centralidade da Quilemba, onde os funcionários confirmaram que o documento era falso e não correspondia à verdade.
Já na esquadra, o professor declarou ter adquirido o contentor no ano passado, durante uma feira realizada naquela área, a comandante esclareceu que no ano em referência não houve qualquer feira no local, admitindo que o suspeito pudesse estar a referir-se a um ano anterior.
Segundo o próprio professor, vendia na referida feira, onde teria conhecido o alegado cidadão chinês que lhe vendeu o contentor por 300 mil kwanzas.
Na sequência disto, foi accionada uma nova patrulha para contactar o responsável do estaleiro que controla o material naquela zona.
Ouvido na esquadra, o responsável afirmou não conhecer nenhum cidadão chinês com o nome mencionado pelo professor, esclarecendo ainda que o contentor pertence à CITIC e não está à venda.
O professor questionado se possuía alguma imagem do suposto vendedor ou documento formal de compra e venda, o detido apresentou apenas o referido documento, alegadamente assinado por um administrador identificado como António Agostinho Neto, no centro da cidade.
Face aos factos, foi determinada a sua detenção, tendo sido elaborado o competente expediente e o processo remetido ao Ministério Público.
Apurou-se ainda que o professor pretendia pagar 60 mil kwanzas ao proprietário da viatura com grua para efectuar a remoção do contentor.
No momento da detenção, o suspeito já teria recebido 300 mil kwanzas de um cidadão interessado na compra, no valor total de 500 mil kwanzas, ficando acordado que os restantes 200 mil kwanzas seriam pagos após a retirada do contentor.











