No município da Camama- Moradores do bairro 04 de Abril queixam-se de constantes assaltos à mão armada
Moradores do Bairro 4 de Abril, no município da Camama, zona do Bairro Militar, área conhecida como “Igreja dos Ricos”, denunciaram uma sequência de assaltos à mão armada que têm gerado medo e insegurança na comunidade.
Por: Débora Manuel
Segundo relatos apresentados à nossa redacção, na madrugada do dia 25 de Fevereiro, por volta das 04 horas, indivíduos armados invadiram a residência de uma moradora, e após arrombarem a porta principal, depararam-se com a proprietária.
De acordo com um dos vizinhos, que pediu anonimato por temer represálias, os assaltantes, munidos de um TPA, exigiram cartões multicaixa. “Eles pediram o cartão, consultaram o saldo na hora e fizeram transferências”, contou.
Ainda segundo os moradores, os suspeitos levaram telemóveis e outros pertences das vítimas.
Durante a acção, foram ouvidos gritos de socorro, mas os vizinhos afirmam que não puderam intervir, uma vez que os criminosos estavam armados e efectuavam disparos para intimidar a população.
Minutos depois, um outro morador, trabalhador de meio de transporte por aplicativo, foi surpreendido ao chegar à casa.
De acordo com testemunhas, ao abrir o portão e estacionar o veículo, foi atacado por um dos indivíduos, que partiu o vidro da viatura e efectuou um disparo.
“O tiro atingiu o banco do carro e roçou a perna dele. Graças a Deus não foi fatal”, disse um residente, para quem
vários disparos foram efectuados durante a fuga, criando pânico generalizado no bairro.
"Estamos a dormir com o coração na mão. Já não temos segurança para sair à noite”, relatou outra moradora.
Os residentes afirmam que esta não é a primeira ocorrência e pedem reforço urgente do patrulhamento policial na zona.
Há ainda suspeitas, segundo moradores, de que a existência de um ponto de venda de liamba nas proximidades possa estar relacionada com o aumento da criminalidade, embora essa informação ainda não tenha sido confirmada oficialmente pelas autoridades.
Até ao momento, não houve pronunciamento público das forças de segurança sobre o caso apesar dos denunciantes terem solicitado a sua intervenção.











