Senhoras denunciam grupo de jovens que furtam grandes quantidades de “frescos" durante divisão das "sócias" na Terra Nova
Vendedeiras e clientes de produtos frescos nos armazéns do município do Rangel, bairro da Terra Nova, denunciam um esquema de furto, principalmente na rua Lino Amezaga, arredores do mercados dos Congolenses, perpetrado por um grupo de jovens, contratados por "sócias" para separar o produto vendido em caixas.
Por: Adão Paxi
De acordo com às vítimas que falaram sob anonimato, o caso recente ocorreu no último sábado, 07, quando chegaram ao armazém com a intenção de adquirir produtos para consumo doméstico, e foram abordados por dois jovens que se ofereceram para ajudar no chamado “sócia”, prática comum de divisão dos produtos entre clientes.
Após a compra das caixas, os jovens são contratados para fazer a divisão do produto em duas partes.
É exactamente neste momento em que usam uma técnica e ficam com metade da comida de forma abusiva.
"Durante o processo, eles utilizam uma técnica para retirar parte do produto das caixas sem que nos apercebessem de imediato", atirou uma cliente. “Nós fomos aos armazéns e entrámos com a intenção de fazer socias.
Eles pegam a caixa, abrem, batem no chão e meia caixa, e neste momento um outro comparsa segura no alimento e foge em parte incerta", denunciou uma cidadã, acrescentando que fzeram isso com a sua caixa de coxa e também de asinhas. Segundo relatos, o grupo actua de forma organizada e rápida.
"Mais de oito jovens participam no esquema, cada um com uma função específica. Enquanto uns fingem que estão a cortar os frescos e a separar em dois, parte da comida está a ficar com eles mesmos, escondem em caixas que parecem ser lixo, já outros mais ousados, fogem com a mercadoria, mas estão sempre em combina com os que ficam", denunciam.
“Na hora da divisão, eles têm um código. Quem corta é um, quem puxa a caixa é outro. Nós ficamos a pensar que estão apenas a dividir os frescos, quando na verdade estão a roubar”, explicaram.
As vítimas afirmam ainda que os supostos marginais costumam revender os produtos roubados nas imediações do mercado, sobretudo nas chamadas “chapas vermelhas”. Uma caixas de asinhas, segundo os denunciantes, custa 23 mil kwanzas, enquanto os suspeitos revendem em pequenas quantidades a preços muito inferiores.
Segundo Maria Miguel, outra vítima, ouvido pela nossa reportagem, viveu situação semelhante quando se deslocou ao local para comprar produtos para o consumo familiar.
“Não acreditei quando aquilo aconteceu. Eu tinha pedido o dinheiro emprestado a uma vizinha para comprar frescos para casa, e literalmente dividi com os bandidos”, lamentou. Ao regressar à residência, Maria disse ter descoberto que não era a única vítima do esquema, e que uma das suas vizinhas contou que também passou pela mesma situação.
Levou as sacolas pensando que eram frescos, mas quando abriu em casa encontrou pedras. O Na Mira do Crime contactou a Esquadra da Terra Nova para aferir a situação e que medidas estão a ser tomadas para travar este tipo de crime.
António Henriques, chefe interino das operações do DIIP, afirmou que até ao momento a esquadra não recebeu qualquer denúncia formal relacionada com os casos. “A nossa população, às vezes, não participa formalmente às ocorrências. Muitas situações ouvimos apenas por alto. A Esquadra da Terra Nova não tem conhecimento desta situação”, esclareceu.











