No Kifangondo: Idosa atacada brutalmente com golpes de faca durante assalto teve o ombro deslocado - principal suspeito é o criminoso "Vagão Preto"
Uma cidadã identificada apenas por Tia Isabel, de 60 anos de idade, residente no bairro do Mayombe - A, comuna do Kifangondo, município do Sequele, província de Icolo e Bengo, encontra-se acamada com a clavícula do braço esquerdo deslocada e com ferimentos de faca nas costas, após ter sido atacada por um suposto marginal identificado por "Vagão Preto", na noite da passada segunda-feira, 09, quando o indivíduo pretendia roubar o telemóvel da anciã, no momento em que a vítima se dirigia a uma pracinha do bairro em que reside.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
A idosa explicou ao Na Mira do Crime que a acção ocorreu por volta das 19 horas, quando caminhava em direcção à pracinha, e terá recebido uma ligação telefónica.
Ao atender o telemóvel, foi seguida pelo criminoso.
"Ele veio de trás e tentou puxar o telemóvel, esquivei o braço, então ele deu-me uma queda, assim que cai ao chão ele começou a arrastar-me noo capim, acho que uns dez ou quinze metros do caminho onde as pessoas usam. Eu comecei a implorar, mas ele não teve piedade de mim, começou a torcer fortemente o meu braço", contou.
A vítima disse ter gritado por socorro, mas não apareceu ajuda por ser uma zona com pouca circulação.
"Lutei muito pela vida, ele começou a esfaquear-me nas costas, foram quatro golpes de faca, mesmo gritando os motoqueiros que passavam não davam por conta, cansada e ferida quase que já não conseguia gritar mais alto. Mas de repente vinha um motoqueiro que encandeou em direção onde estávamos e o bandido fugiu", recordou.
Acrescentou que, de seguida, foi levada para casa por algumas moças, e posteriormente foi socorrida pela família para uma unidade hospitalar, onde recebe assistência médica.
"Eu nem conseguia andar, estava com o braço deslocado e ferimentos nos joelhos. O meu filho alugou um carro e fomos ao hospital, mas levou muito tempo para que os médicos conseguissem colocar o osso no lugar, quase que desistiam, mas umas das médicas pediu que eu tivesse coragem. Senti um forte estalo no ombro, graças a Deus era o osso que tinha sido colocado no lugar", agradeceu.
A entrevistada explicou que, durante diligências alguns membros da familia conseguiram identificar o agressor.
"Os tios dele informaram que ele foi expulso de casa e vive nas ruas. Mas eu orientei aos meus filhos a não fazerem justiça pelas próprias mãos caso o encontrassem. Ficamos a saber que possivelmente ele fugiu para o Kicolo, mas tenho fé em Deus que ele há de aparecer", confiou.
"Estou acamada e não consigo dormir a vontade, são muitas dores, orientaram-me a voltar ao hospital no dia 27 de Março, estou a fazer os curativos num centro médico do bairro. Mas já informamos a polícia e o6 que peço neste momento é que ele seja detido e pague pelo que fez", pediu a anciã.











