Vítima reconhece assaltantes de um falso táxi (agora detidos pelo DIIP) e pede ajuda para localizar os suspeitos
Um cidadão que solicitou anonimato, denunciou ao jornal Na Mira do Crime ter sido vítima de um assalto protagonizado por um grupo organizado que atuava através de um táxi falso, nas imediações do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro.
Por: Débora Manuel
Segundo o relato da vítima, o crime ocorreu no dia 18 de Março de 2026, por volta das 12horas, quando se encontrava na zona do Aeroporto, após sair do Morro Bento em direção ao Banco BIC.
De acordo com o denunciante, após descer de um primeiro táxi na zona da Ponte Amarela, município de Viana, embarcou numa outra viatura do tipo Suzuki, aparentemente de transporte público, onde já se encontravam quatro indivíduos — entre eles uma jovem que, mais tarde, suspeitou também ser vítima.
“Logo que entrei, o motorista pediu para abrir e fechar a porta. Quando fiz isso, o carro travou de repente e houve uma movimentação estranha”, contou.
Ainda segundo o relato, um dos ocupantes puxou uma arma de fogo, enquanto outro retirava a sua pasta, contendo documentos pessoais e bens como Bilhete de Identidade, carta de condução, cartões Multicaixa e um telemóvel iPhone 11 Pro Max.
A vítima acredita que o crime poderia ter evoluído para um sequestro, mas conseguiu escapar no momento em que o veículo reduziu a velocidade devido a uma interrupção no trânsito.
“Foi Deus. Se o carro não tivesse parado, talvez eu não estaria aqui”, afirmou. Após conseguir fugir, o denunciante tentou perseguir os suspeitos com a ajuda de um motoqueiro, mas sem sucesso.
O caso foi posteriormente apresentado ao Comando Provincial da Polícia Nacional, onde formalizou a denúncia.
Roubo continua mesmo após o assalto No dia seguinte, ao tratar da segunda via dos seus documentos e do chip telefónico numa loja da Unitel, a vítima constatou que a sua conta bancária havia sido movimentada sem autorização.
Segundo explicou, por volta das 19h, verificou que foram retirados cerca de 130.000 kwanzas através do sistema Multicaixa Express, mesmo após ter bloqueado o telemóvel. “Não sei como conseguiram aceder. Eu bloqueei o telefone, mas mesmo assim tiraram o dinheiro”, lamentou. A vítima afirma ter contactado o serviço de apoio do sistema, bem como o banco, que confirmou as transações, mas até ao momento não houve resolução do caso.
Pedido de localização dos suspeitos Entretanto, o denunciante diz que, dias depois, tomou conhecimento da detenção de um grupo de marginais que seguiam numa viatura de marca Suzuki, nos arredores da Via Expresso, que sob pretexto de táxi, assaltavam os passageiros, e tem plena certeza que são os criminosos que investiram contra si.
"São os mesmos bandidos que me assaltaram, só não sei onde estão detidos", declarou. Solicita, por isso, apoio das autoridades para localizar a esquadra onde os presumíveis assaltantes terão sido detidos, após ter reconhecido um dos suspeitos através de imagens que circularam.
“Queremos chegar até lá e dar seguimento ao processo”, apelou. O Na Mira do Crime contactou o porta-voz do DIIP, Intendente, Quintino Ferreira, para se pronunciar quanto ao caso, e este prometeu mais detalhes nas próximas horas.











