Contaram com ajuda do segurança - Detidos cidadãos que pretendiam lucrar milhões com roubo de material ferroso no Icolo e Bengo
A Polícia Nacional na província de Icolo e Bengo, apresentou, na manhã desta segunda-feira, 4, no Comando Municipal do Bom Jesus, 11 elementos com idades compreendidas entre 19 e 66 anos de idade, implicados nos crimes de ofensa à integridade física e roubo de mais de 400 extensores de uma empresa de construção civil, responsável pelo Projeto Kilonga. Para executar a acção, os marginais contaram com a ajuda do segurança da referida empresa, que tinha a responsabilidade de controlar o referido material.
Por: Solange Figueira
De acordo com o porta-voz da Polícia na referida província, Intendente Euler Matari, os implicados foram detidos nos dias 25 e 28 de Abril do ano em curso, durante uma micro-operação. “Após a detenção, foi possível recuperar 480 extensores, avaliados em mais de 6 milhões de kwanzas”, comunicou.
Segundo Célio Gonçalves, representante da empresa de construção civil do projecto Kilonga, aperceberam-se do assalto quando deram falta do material. "Consultamos as câmaras e conseguimos ver nitidamente os 06 marginais a furtar o material ferroso. Tivemos uma perda de 6 milhões de kwanzas. Graças ao trabalho árduo da polícia, conseguimos reaver o nosso material. Por isso, agradecemos pela resolução do caso”, sinalizou.
Daniel José Gonga, de 20 anos, um dos acusados de roubo à empresa de construção civil, contou que tiveram facilidade em furtar o material ferroso porque contaram com a ajuda do segurança da empresa.
“Não é a primeira vez que o segurança nos ajuda. Na hora da nossa saída, demos-lhe 25 mil kwanzas. Ele também colabora com os colegas que trabalham na construção civil. Estou arrependido, não quero mais roubar. É a primeira vez que cometo um crime”, descreveu.
Adilson Francisco, acusado de 19 anos, diz que foram delatados pelo mesmo segurança que lhes deu a pista.
“Além destes ferros que apareceram, já tínhamos vendido outros por 60 mil kwanzas e mostrámos a pessoa que comprou. Costumávamos fazer isso sempre, mas hoje estou arrependido”, referiu.
Fernando Polo, acusado de 20 anos, conta que ele e os amigos pertencem a um grupo de música.
“Roubámos por necessidade. Ouvimos que havia uma empresa a recrutar e queríamos tratar os documentos para entregar na empresa, para trabalharmos. Levámos os ferros roubados a uma empresa de sucata que cobra 300 kwanzas por quilo. Somos seis elementos no grupo, contando com o segurança que nos abriu as portas. Estou arrependido”, reforçou.
André Marcolino José, outro acusado, diz que o nome do grupo a que pertence é “Simacho”.
“Tirámos os ferros da empresa Sino Hydro, no dia 28 de Abril, às 22 horas. Devolvemos tudo o que roubámos e prometo nunca mais roubar”, confessou.











