Professor reformado encontrado morto na sua residência após três dias desaparecido com sinais de agressão física - Família pede celeridade e esclarecimento do caso
Um cidadão nacional, que em vida atendia pelo nome Vicente Alberto Quissanzo, professor reformado, foi encontrado morto na segunda-feira, 27 de Abril do ano em curso, no bairro Calemba II, zona da Farmácia, rua da Igreja do Bom Deus, município da Camama, após três dias sem dar sinais de vida.
Por: Débora Manuel
Segundo informações avançadas pela família, a vítima foi vista pela última vez na sexta-feira, 24 de Abril, por volta das 22 horas, tendo permanecido incomunicável desde então. Um dos filhos contou que, após várias tentativas de contacto sem sucesso, decidiu deslocar-se à residência arrendada onde o pai vivia sozinho.
Ao chegar ao local, na manhã de segunda-feira, afirmou que escalou o muro da casa e acabou por encontrar o pai já sem vida no quintal. De acordo com os familiares, a perícia realizada no Hospital Maria Pia indicou que a morte terá sido provocada por traumatismo craniano, resultante de agressão física.
“Foi um acto bárbaro. Estamos profundamente traumatizados com o que vimos”, contou um dos familiares. A família explicou que não estranhou de imediato a ausência do malogrado, uma vez que este tinha o hábito de se isolar aos sábados por convicções religiosas, facto que, segundo afirmaram, já era conhecido no seio familiar.
Acrescentaram ainda que, apesar de existirem sinais de luta no local, não foram identificados, até ao momento, instrumentos utilizados no crime, nem há confirmação oficial sobre a hora exacta da morte.
Os familiares afirmaram também que o malogrado tinha conflitos em vida, levantando suspeitas sobre possíveis envolvidos, embora nenhuma linha de investigação tenha sido oficialmente confirmada pelas autoridades.
O caso foi inicialmente participado numa esquadra da zona do Projeto Vila Nandó, tendo posteriormente sido encaminhado para uma unidade policial localizada nas imediações do campus universitário, no município da Camama.
No entanto, a família disse ainda não ter recebido o número do processo, nem ter sido formalmente ouvida pelas autoridades até ao momento. “Estamos a correr atrás do processo. Queremos respostas. Queremos justiça”, afirmou um dos filhos.
O funeral foi realizado na última quinta-feira, mas os familiares garantem que vão continuar a pressionar as instituições competentes para o esclarecimento do crime e responsabilização dos autores. O caso segue sem avanços públicos conhecidos.











