Membros da extinta Unidade de Engenharia e Desminagem pedem ao Presidente da República enquadramento no aparelho do Estado
Sem rumo a tomar, os antigos membros da extinta Unidade de Engenharia e Desminagem (UED), formalizada pelo Decreto Presidencial nº 212/22, de 23 de Junho, que determinou a divisão do seu efectivo em três grupos distintos, exigem do Presidente João Lourenço o seu enquadramento no aparelho do Estado, por se considerarem activos e com força para trabalhar.
Por: Lito Dias
Em carta datada de 13 de Junho, dirigida ao Chefe de Estado, a que este Jornal teve acesso, os signatários lembram que tinham sido divididos em três grupos, sendo o primeiro o que foi abrangido pelo Centro Nacional de Desminagem - CND, que manteve vínculo laboral e a missão de continuar a desminagem nacional; O segundo que abrangia o pessoal reformado, com a situação financeira salvaguardada pela Caixa de Segurança Social das FAA, conforme garantias prestadas na reunião de 29 de Maio, nomeadamente o pagamento de salários em atraso e a remuneração por patente, em substituição do critério por idade do Protocolo de paz; E sobre o pessoal restante, doravante designado “3º Grupo”, recai a maior preocupação e cepticismo.
"Ao contrário dos demais, este grupo de nacionais, que dedicou mais de duas décadas a nobre e perigosa missão de limpeza e desminagem do território angolano, foi apenas contemplado com a perspectiva de uma possível compensação, sem definição consensual, prazos ou critérios claros", referiram. No documento, dizem que muitos dos elementos deste 3º Grupo conservam força física, coragem, disciplina e, sobretudo, experiência técnica ímpar, adquirida ao longo de anos de serviço à Nação.
"São homens que prepararam o chão para que Angola pudesse plantar, construir e caminhar sem medo.
Entendemos, por isso, que não devem ser relegados à inactividade ou à incerteza", sublinharam. Nestes termos, solicitam ao Presidente da República, enquanto Comandante-em-Chefe, e aos signatários do processo em curso, a possibilidade de integração desta franja de efectivos nos diversos sectores da Administração Pública onde o seu perfil se enquadre.
"Áreas como a proteção civil, segurança pública, obras públicas, formação de instrutores em segurança mineira e guarda patrimonial, entre outras, seriam de manifesto proveito para o Estado e de dignificação para estes cidadãos", especificaram.










