Criminalidade em alta no bairro Huambo: Há mais bandidos que polícias no Rocha Pinto
Mana Gorda e Pai Panda. O bairro Huambo, no Rocha Pinto, em Luanda, está a ser assolado por uma onde de criminalidade, praticada pelos marginais Pai Panda, Kalifa, TCB, Tchutchu, Alumé, Mana Gorda, Ti Kuia e Beiby.
Por: Agostinho Paulo
Os bandidos acima descritos, para castigar o pacato cidadão, criara grupos de malfeitores com destaque para, "Os 50 Vampiros, Os Bem Loucos, Os Kuankuaram, Os Mil e 500 e a Família Maluca".
Falando em exclusivo ao Na Mira do Crime, moradores revelam que os bandidos circulam com láminas para "rasgar o rosto" a quem mostrar resistência durante o assalto.
"Eles circulam com mais frequência no período nocturno, momento em que a Polícia fica recolhida nas barracas de bebidas", denuncia um morador, solicitando anonimato, com o medo de sofrer represália dos bandidos.
O citadino, não consegue perceber como é que a escassos metros das esquadras de polícia, é exactamente o local onde se regista maior índice de delinquência.
"O ano passado os meliantes enfurecidos queimaram um posto de polícia, precisamos de mais policiamento, sobretudo a noite", pede o morador, que diz haver mais bandidos do que polícias no bairro.

Alexandre Makiesse conta que os meliantes parecem ter pacto com demónio, porque conseguem identificar quando é que a pessoa está a carregar bens valiosos.
"Eles recebem dinheiro e tudo de valioso que carregares, outros parecem estar possuídos pelo demónio", admira.
Makiesse, barbeiro de profissão, revela que já foi vítima de assalto dos meliantes no seu local de trabalho, em plena luz do dia.
"Já sofremos um assalto no salão de beleza, felizmente como somos muitos homens a trabalhar aqui, conseguimos frustrar a acção dos bandidos", conta.
Luta entre gangues na ordem do dia
Pedro Artur, outro morador, explica que volta e meia são brindados com rixas entre gangues.
"As lutas entre grupos continuam com maior frequência. Um bandido, por exemplo, não pode pisar no território proibido, se for visto, é motivo de briga", revela. Artur conta que os meliantes durante as brigas, usam catanas, garrafas, paus e bidons para cortarem-se.
Rua da Igreja Católica e Vampiros as mais perigosas do bairro.
Durante a nossa reportagem, vários moradores apontaram às ruas dos Vampiros e curiosamente, a da Igreja Católica como sendo as mais perigosas.
Nestes locais, em média, acontecem quatro a cinco brigas entre grupos de malfeitores. "Os bandidos fazem destas ruas suas zonas de jurisdição, o roubo é intenso", denunciarem.











