Bandidos "aterrorizam" passageiros na paragem de táxi do Tanque do Cazenga
A paragem de táxi que está em frente ao Tanque de Água do Cazenga, virou um ponto estratégico de assaltos, situação que deixa preocupados os moradores e utentes de táxi.
Por: Carlos Quicuca
De acordo com José Daniel, funcionário público e que todos os dias passa por aquela zona, tudo começa nas primeiras horas do dia, quando jovens estudantes e zungueiras procuram naquele local transportes para o mercado do Kikolo, Kwanzas ou ainda para o município de Cacuaco.
“Eles fazem-se passar de lotadores ou passageiros, no empurra-empurra abrem as pastas das senhoras roubam o que lá tem e tudo fica assim…”, denunciou.
Teresa Rafael, explica que muitas vezes os alvos são às senhoras que chegam com compras do mercado.
“Eles simplesmente apontam-te uma faca e obrigam a entregar tudo, são grupos espalhados em vários pontos, se gritares por socorro és agredida, quem tentar ajudar também passa pelo mesmo tratamento”.
De acordo com os nossos entrevistados, jovens imprudentes que exibem os seus telefones nas pastinhas são os alvos preferidos dos meliantes. Os dias de aulas, por exemplo, são considerados pelos marginais como dias “fofos”, uma vez que há mais pessoas nas paragens de táxis, logo, há mais assaltos.
Becos na zona facilitam a fuga dos bandidos
Os becos existentes no Cazenga Popular, facilita a fuga dos malfeitores. Segundo os moradores, os bandidos são tão rápidos na fuga que “escorregam como kiabo”.

“Quando eles entram pelos becos é impossível de os apanhar, e, também, é perigoso segui-los, uma vez que estão protegidos por grupos no interior do bairro”.
Polícia só fica atenta com a gasosa
Os entrevistados, dizem que há efectivos da polícia escalados para aquele local todos os dias, mas ficam preocupados com os motoqueiros que saem da Comissão do Cazenga e tentam cruzar a estrada sem obedecer às regras.
“A polícia neste âmbito está a cem por cento, em 5 a 5 minutos mandam sempre parar um motoqueiro para receber duzentos kwanzas”, denunciaram, acrescentando que, para não dar muito nas vistas, há uma cantina junto a paragem onde os taxistas e motoqueiros que queiram trabalhar a vontade, depositam o dinheiro dos efectivos em trabalho.











