Cazenga: Meliantes fumam liamba nas ‘barbas da polícia’
O consumo de estupafaciente do tipo "liamba" cresce de forma vertiginosa nos bairros do município de Cazenga, situação que preocupa moradores, que acusam a Polícia nada fazer para inverter o quadro.
Entre as áreas mais endémicas e onde são frequentes estas situação são a paragem de motos da Igreja, na zona do Prédio Sujo, também conhecida por Cacimba ou Lagoa de São Pedro, No Kima-Kieza e na rua do Bar Kwanza, defronte a 13ª esquadra onde tem uma casa de comércio do produto denunciada há meses por este Portal de Notícias, só para citar estas.
Por: Domingos Miguel
"Todos os dias assistimos os meninos a fumar sem medo de quem quer que seja e a necessidade de se esconder da Polícia".
Foi nesses termos que Luísa Pedro, moradora do distrito urbano do Kima-Kieza começou a descrever o que se vive naquela artéria do município do Cazenga, garantindo mais adiante que a presença da Polícia nas ruas não é sentida o que beneficia os ‘amigos do alheio’ que depois do consumo da droga protagonizem acções delituosas e criminosas.
Ruth Maria, moradora do distrito do Kalawenda, por sua vez, entende que o fenómeno é antigo, mas antes os marginais tinham receio de fumar publicamente, por conta da presença da Polícia, o que não se verifica nos dias de hoje.
"Repara que vivo a escassos metros da 16ª esquadra, vulgarmente conhecida por 'Descartável', ainda assim, podemos ficar uma ou mais semanas sem ver polícia na zona", lamentou para depois dizer que o uso de drogas na via pública é um fenómeno conhecido pela Polícia e os autores desses actos estão devidamente identificados.
‘Pablos’ são protegidos por agentes da Polícia Nacional
Ao olhar para os consumidores, muitos cidadãos se perguntam onde estes meliantes adquirem a droga para o consumo e porquê, mesmo sendo conhecidos nos bairros, nunca são detidos ou quando isso acontece não demoram nas esquadras para onde são levados.
Segundo denúncia de moradores, alguns vendedores de liamba, no distrito urbano do Kalawenda, estão identificados, “mas, infelizmente, o jogo tem sido entre os agentes da ordem e os vendedores que, muitas vezes, são detidos e para sua soltura acabam por dar dinheiro para se verem livres”, denunciaram.
Segundo contam, muitos destes indivíduos, ao sair da cadeia dão sequência das suas vendas com bastante normalidade sem se importar com a acção da Polícia.
“Este já é um ciclo vicioso, porque sempre que os agentes quiserem dinheiro vão actuar nessas casas, não com o intuito de erradicar essa prática criminosa, mas, de uma forma para tirar dividendos e repartir os lucros dessas vendas”, denunciam, garantindo que o uso acentuado de drogas na periferia do município tem servido de meios para o cometimento de outros crimes que se registam no município do Cazenga.











