Rebelião na Cadeia do Caboxa no Bengo
A Cadeia do Caboxa, na Província do Bengo, foi palco de uma rebelião provocada pelos reclusos, no sábado, 03, por alegada falta de recreios de uma hora e meia que servem para apanhar sol, praticar desporto e outros exercícios físicos.
Por: Matias Miguel
Em exclusivo ao "Na Mira do Crime" falou o recluso Victor Emanuel (nome fictício) a partir da Cadeia do Caboxa por telefone, segundo o qual, de um tempo a esta parte, os recreios dependem da boa disposição da equipa de agentes prisionais em serviço. ~
"Nas cadeias, o preso tem direitos e deveres, e tão logo dá entrada nesses estabelecimentos, os responsáveis ditam as regras por intermédio de uma cartilha distribuída pelos agentes prisionais, donde consta os intervalos por caserna, o que os agentes não respeitam", denunciou.
Acrescentou que, exaustos dos atropelos e excessos dos agentes, deu-se a rebelião que, entretanto, não afectou blocos ou casernas e, nestes casos, "somos obrigados a colaborar sob pena de sermos agredidos pelos outros presos, os considerados donos das celas".
"Estes são mesmo bandidos perigosos, que chegam cá, organizam-se em pequenos grupos e gerem as celas.
Versão do Director prisional
Manuel Culeka, director prisional da cadeia do Caboxa, disse que o facto deveu-se a um mal-entendido entre a população prisional, no que tange os banhos de sol.
Salientou que os regulamentos prevêem que os reclusos devem ter uma hora e meia.
Essa questão, segundo o responsável, é que provocou alteração da ordem que "já foi reposta". No entanto, houve danos vão desde a destruição de fechaduras, portas aos bancos".











