Criminalidade cresce de forma assustadora no Malueca
Rixas entre gangues e ondas de assaltos elevam os indicadores do gráfico da criminalidade nos últimos dias na zona do desvio do Malueca, via que separa o município do Cazenga e Cacuaco.
Por: Domingos
Segundo moradores entrevistados pelo Na Mira do Crime, as gangues que "assombram" a zona estão devidamente identificadas, quer a nível da vizinhança quer para as autoridades locais. Grupos como: Os Craques que cuia, Os de Relamba, Os Pilha Máxima, Os 90 Pilhante e Os Tigras Farai são os que mais tiram o sossego da comunidade.
Roberto Cardoso, explica que os assaltos começam no período da tarde e os principais alvos são os trabalhadores que regressam da jornada laboral.
"Estamos a escassos metros da esquadra das 500 casas, mas infelizmente não temos uma polícia presente" lamentou para depois dizer que nos últimos dias parece que a situação saiu do controlo.
Um jovem que não quis ser identificado, conta que foi abordado na última semana de Maio, a escassos metros da sua casa residência, por um grupo de marginais que, por este viver numa das ruas onde está um dos grupos rival. Foi motivo para ser espancado.
"Fui agredido por 4 elementos do grupo de marginais, simplesmente por eu viver na rua dos seus inimigos, eu não faço parte de nenhum grupo, mas hoje evito andar de noite”.
Marquinha Lopes, moradora do desvio há mais de 20 anos, não quis romantizar o caos que se vive naquela zona.
"Aqui nunca tivemos clima de tranquilidade, sempre estivemos mergulhados neste tipo de situação", contou, exigindo das autoridades mais patrulhamento de proximidade.
Gangues enfrentam agentes da polícia
Os moradores denunciam que muitas vezes os efectivos da PN são enfrentados pelos meliantes, principalmente quando há rixas entre grupos. Segundo os entrevistados, isto deve-se pelo facto de haver poucos efectivos naquele local.
Os moradores interpelados pelo Na Mira do Crime foram unânimes em dizer que todos os dias no período da tarde, as gangues assumem o ”comando” e mandam em todos e tudo, situação que os preocupa.
Fonte da polícia local, afirmou tudo estar a se fazer para estancar o fenómeno das rixas que tende a crescer na comunidade. Relativamente ao fraco patrulhamento denunciado pelos populares, justifica que os números de efectivos das 500 casa não é suficiente para fazer frente a essas ocorrências a tempo e hora, mas garante que a polícia tem despoletado mecanismos para dar resposta as situações onde é chamada.











