Criminalidade violenta: SIC Luanda coloca 21 marginais no ‘xadrez’
No âmbito do combate à criminalidade violenta, o Departamento de Investigação Criminal de Luanda desmantelou duas redes de malfeitores que praticavam assaltos a mão armada em residências e via pública nos municípios de Luanda, Kilamba Kiaxi e Talatona, fruto de várias acções operativas realizadas no mês de Maio e que possibilitaram o esclarecimento de 19 crimes.
Por: Carlos Quicuca
Embora o número dois, referentes aos grupos desmantelados possa parecer ínfimo, o Na Mira do Crime sabe que destes grupos, desmantelados parcialmente, o realce recai para o número 21, por sinal, a quantidade de elementos que estes grupos albergavam, 10 dos quais, já fora de circulação, após a sua detenção quando realizavam assaltos a mão armada em residências e na via pública.
Dos crimes esclarecidos pela Polícia Nacional o destaque recai para o crime de homicídio voluntário, por disparo de arma de fogo, ocorrido a 16 de Dezembro de 2020, no distrito urbano da Maianga, concretamente no bairro Terra Vermelha.
Neste crime, foi vítima Domingas Andrade Gomes, de 45 anos de idade, depois de ter sido baleada na região do abdómen que, em função da gravidade do ferimento, morreu no local.
O móbil do crime, segundo apurou este portal, foi o roubo de uma motorizada de marca lingken, posteriormente comercializada no mercado do KM 30 a 150 mil kwanzas.
Armas e pistolas nas mãos dos marginais
No crime do homicídio de Domingas Gomes, a polícia deteve, pelo menos, seis indivíduos com idades compreendidas entre os 19 e 28 anos, respectivamente. Em posse desses marginais foram encontradas quatro armas de fogo do tipo AKMs e duas pistolas, sendo uma verdadeira e outra de brinquedo, bem como um martelo.
De acordo com o SIC, os assaltos realizados tinham como ‘modus operandi’ a escolha das vítimas, sendo que, os ‘amigos do alheio’ actuavam em função da informação sobre as vítimas que, na maior parte das vezes, eram assaltadas na calada da noite.
“Arrombavam as portas principais das residências com martelo, ou uma ferramenta conhecida por "pé de cabra". Enquanto uns introduziram-se na residência, outros comparsas ficavam ao lado de fora para controlar os movimentos nos arredores. Na via pública, aproveitam-se dos lugares sem iluminação para sacar os pertences dos transeuntes”, sustenta do documento.
A missão dos integrantes dos grupos
Tal como em todos os ramos, até nos grupos marginais cada um tem a sua missão e ocupação.
Entre os detidos está um indivíduo cuja missão era abastecer o grupo com munições para as armas, alegando que outro comparsa já falecido, apenas identificado por Sérgio, era quem lhe tinha deixado as referidas munições.
Um outro membro tinha como missão receber os meios roubados e vender, na via pública, a baixo preço, cujos valores serviam para o consumo de bebidas alcoólicas e a compra de alimentação.
Entre os detidos confessos do cometimento do crime, apontaram outros comparsas, sendo um deles de nome Platini, actualmente preso na Comarca de Viana, Fábio, que continua foragido da Polícia e ainda Sérgio, supostamente falecido em Fevereiro durante uma acção criminosa.
Quase 10 crimes confessados
Entretanto, estes grupos confessaram ainda outros crimes cometidos antes da sua detenção, dentre eles, dois roubos qualificados com recurso a arma de fogo, cujas vítimas foram dois seguranças que guarneciam dois estabelecimentos, nos bairros Calemba e Cassequele no passado mês de Maio.
Descreveram também sete roubos qualificados em residências ocorridos, nos bairros Terra Vermelha, Cassequele, Popular e Lar do Patriota.











