Ossos humanos estão a ser comercializados em Cabinda
Depois de denúncias de venda de ossadas humanas na província de Cabinda, em que cidadãos desenterram corpos para venda. O Serviço de Investigação Criminal (SIC), na sequência investigativa, depois de retiradas de corpos do cimitério Perpétua Socorro, sito no bairro Povo-Grande, forças do Ministério do Interior recuperaram os restos mortais da cidadã nacional, de 38 anos de idade, que em vida respondia pelo nome de Eulália Bueia Mbungo, sepultado a 13 de Março do ano em curso, desenterrada em Maio para fins comerciais.
Por: Belchior Resende
Os protagonistas da acção terão sido vistos a comercializar as ossadas no mês de Maio, na aldeia transfronteiriça de Mikongi, na República do Congo, onde depois de interpelados pelos populares, colocaram-se em fuga, jogando fora o saco onde haviam os restos mortais, regressando desta feita à Angola onde, foram detidos, por denúncia da população.
Durante as diligências, em cooperação com as forças de defesa e segurança congolesas, no dia 10 de Julho do ano em curso foram encontrados os restos mortais abandonados pelos autores nas matas do Congo, tendo sido removidos para a morgue do hospital Santa Catarina.
Feito o trabalho de escavação no local da sepultura, sob orientação da PGR, confirmou-se que o caixão da malograda encontrava-se vazio, seguindo-se a identificação dos restos mortais da parte dos familiares que confirmam serem da malograda em causa.
O Inspector-chefe, Sebastião Bendo, chefe das Operações do SIC garante que exames laboratoriais serão feitos para a confirmação, enquanto o processo ocorre os seus trâmites legais.











