Dom Quixote: Prostitutas 'doparam' cliente e subtraíram 50 milhões de kwanzas da conta
O Serviço de Investigação Criminal, através da sua Direcção Central de Combate aos Crimes Contra o Património, deteve, na cidade de Luanda, na placa Dom Quixote, Três cidadãs, de 24, 29 e 35 anos de idade, sendo líder a cidadã de 29 anos, pelo crime de Uso e abuso de cartão de crédito concorrido com o furto de 50 milhões de Kwanzas da conta de uma empresa.
Referir que os factos ocorreram na madrugada do dia 13.02.2021, quando um cidadão, representante da empresa lesada, solicitou os "serviços sexuais" de uma das cidadãs ora acusada, onde depois do coito aquele adormeceu por ter sido dopado com barbitúricos C4 ( ácido barbitúrico), cujas acusadas depois de amassarem esfregam nas pontas dos seios e cavidade do órgão genital feminino para produzir aquele efeito.
Assim, em seguida a acusada foi subtraindo artigos de valor, entre os quais o cartão Multicaixa com o código da empresa lesada. Esta cidadã, depois da acção apresentou o cartão multicaixa a líder do grupo, que orquestrou as transferências bancárias para as restantes integrantes do grupo, bem como pagamentos num montante de 50 milhões de kwanzas.
Diante dos factos e formalizada a queixa, os operacionais do SIC, desencadearam uma actividade investigativa que durou 5 meses, tendo resultado na detenção da primeira acusada, solteira de 24 anos de idade; seguindo-se as coniventes e beneficiárias, solteiras de 29 e 35 anos de idade.
Das mãos destas foram apreendidos bens adquiridos com os valores subtraídos, nomeadamente: (1) tapete de sala, (1) botija de gás botando, (1) uma TV de marca LG, (1) máquina de levar, (1) geleira de porta dupla, (1) fogão a gás de marca Indomax, (1) regulador automático de tensão de marca Sistex e (1) aparelho de ar-condicionado de marca Elga.
As cidadãs detidas já foram presentes ao Ministério Público que aplicou a medida de coacção pessoal mais gravosa a prisão preventiva. Porquanto, diligências prosseguem para determinar outras cidadãs envolvidas e beneficiárias das transferências bancárias.
Por outro lado, o SIC apurou também que determinados cidadãos foram vítimas desta rede, mas que por vergonha pública eventualmente, não apresentaram queixa, mas perderam os seus valores monetários à favor destas cidadãs.
Pelo que, no âmbito da prevenção e combate à criminalidade, apela aos cidadãos que façam participação sempre que sejam vítimas de factos criminais.
C/SIC











