Marginais tomam de assalto bairros da Lixeira e Kamunda em Benguela
Há três semanas, os moradores dos bairros da Kamunda e Lixeira, na cidade de Benguela, queixam-se da criminalidade que "está em alta".
Por: Lito Dias
Para eles, é mais fácil ver marginais a circularem do que efectivos da Polícia Nacional.
Na última sexta-feira, a troca de tiros entre grupos rivais, durante quase toda a madrugada, evidenciou ainda mais a ausência daqueles que têm por missão manter a ordem e a tranquilidade públicas.
"Ligamos para a polícia, mas o primeiro agente que nós atendeu disse-nos que não tinham viatura", revelou Madalena Caterça, agastada com tiroteios constantes no bairro da Lixeira.
Outro morador, apenas identificado por Jorginho, disse que foram feitas várias chamadas no sentido de pedir socorro à polícia, "mas, ora dizem que que não há viaturas, ora dizem que não há efectivos, noutros casos prometem aparecer, mas não aparecem ou aparecem tarde demais".
Se na sexta-feira o que incomodou foram apenas os disparos entre grupos rivais, noutros dias são assaltos sumários, o que leva os jovens a tomarem medidas de fazer justiça por mãos próprias. "Só que, não é recomendável", reconhece, pedindo mais atenção das autoridades policiais.
Mário Sebastião, residente no bairro da Camunda, disse que a maioria desses marginais já têm passagem pela polícia, mas foram soltos e continuam na criminalidade.
"O que nos surpreende é a facilidade que têm na obtenção de armas de fogo", refere, acrescentando que muitos desses jovens são filhos de polícias.











