Cidadãos chineses raptam compatriotas e pedem resgate de 1 milhão de dólares
O Serviço de Investigação Criminal (SIC), em Luanda, através do Departamento de Operações, na estratégia do combate a criminalidade, desmantelou no dia 27 de Agosto, por volta das 21horas, um grupo de malfeitores, de nacionalidade chinesa, que se dedica ao crime de rapto, agressão física e cárcere privado.
Por: Matias Miguel
Aylton Valeriano, cidadão de nacionalidade angolana, de 33 anos de idade, tradutor e motorista do cidadão chinês Liaodongo Zhang, de 53 anos de idade, empresário, e Xiaofang Hu, esposa de Liaodongo, de 51 anos de idade, são às vítimas dos marginais.
De acordo com o Aylton Valeriano, o casal de chineses, foi atraído para um suposto negócio e acabou por cair numa armadilha.
Aos microfones do Na Mira do Crime, o tradutor e motorista disse que o patrão teve necessidades de arranjar um mecânico, essa intenção foi passada para um outro chinês, que acabou por arranjar o técnico de viaturas, acabando por se criar uma relação de amizade.

Num certo dia, o mecânico ligou ao empresário sugerindo um negócio, e pediu que este fosse até ao Projecto Zona Verda, no Benfica.
“Quando chegamos ao local persuadiram-nos a entrar com a viatura, no quintal, fomos atendidos numa excelente cordialidade”, lembrou, tendo acrescentado que, no interior da residência, observou que havia um outro chinês que já os tinha tentado raptar, “daí, entrei em pânico”.

“Apontaram-me uma arma do tipo pistola, outros estavam com catanas e facas, obrigaram-me a entrar num dos quartos da casa, e foram me acalmando dizendo não tinha nada haver comigo, mais que deveria permanecer em silêncio”.
Duas costelas cortadas a catana
EM conversa mantida com o empresário chinês, Liaodongo Zhang este contou ao NA MIRA DO CRIME que os raptores começaram por lhe algemar as mãos e amarrar as pernas, o mesmo foi feito a sua esposa. De seguida começaram a sessão de espancamento.
“Eles exigiam que lhes fizesse transferência bancarias a partir do telefone, não tive outra hipótese, fiz a primeira transferência no valor de três milhões de Kwanzas. Como já não tinha na conta, bob ameaças de morte, solicitaram o contacto da minha família na China, anunciaram o resgate e exigiam mais dinheiro”.
Família na china torturada psicologicamente
Enquanto durava o rapto, os malfeitores exibiam no whatsaap fotografias dos chineses com o rosto completamente ensanguentado e inflamado, e exigiam 1 milhão de dólares

De acordo com o cidadão chinês, a pressão psicológica dos seus familiares foi tanta que foram obrigados a transferir um milhão de dólares para uma conta domiciliada num Banco em Angola, que estava em nome de uma das mulheres dos raptores.
Hematomas no corpo todo
O empresário e a esposa, contam que viveram dias difíceis na residência no Benfica, que afinal, soube o NA MIRA de fonte do SIC, estava arrendada pelos malfeitores, e pagavam cem mil Kwanzas por mês. Os hematomas das vítimas estão desde a face, os braços, pernas e abdómen.












