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Efectivos do SIC-Geral acusados de roubarem 179 sacos de fuba de milho de um camião desviado na Via Expressa

Efectivos do SIC-Geral acusados de roubarem 179 sacos de fuba de milho de um camião desviado na Via Expressa


Sete agentes do Serviço de Investigação Criminal, estão a ser acusados de terem desviados de um camião 179 sacos de farinha de trigo para produção de massa alimentar, avaliados em mais de dois milhões de kwanzas da empresa AMCT Comércio e Prestação de Serviços de Transportes.

Por: Osvaldo de Nascimento

De acordo com chefe de operações da referida empresa, Anacleto Martins, que falava a MFM, tudo começou no dia 30 de Setembro do ano em curso, quando um motorista da empresa AMCT Comércio e Prestação de Serviços de Transportes, saiu do terminal de carga do Porto de Luanda, por volta das 19horas. No entanto, durante o trajecto para um armazém onde a carga seria depositada, terá sido surpreendido por marginais que o cercaram, imobilizaram a viatura, algemaram o motorista e o deixaram algures na Via expressa, tendo de seguida levado a viatura me marca Volvo, modelo F12, com a chapa de matricula LDZ-75-57 de cor branca, que transportava um contentor de 20 pés contendo mercadorias do tipo farinha de trigo.

“Por volta das 22h30 minutos, recebi uma chamada de um dos funcionários da empresa dizendo que um dos  camiões tinha sido desviado. Como a mesma viatura tinha GPS, fui logo monitorando o aparelho e localizei-o na zona da Via Expressa, informei ao meu colega, passei pela empresa, chamei um segurança para me acompanhar e em companhia de mais dois filhos, e o meu colega que já havia acionado a polícia fomos para o local”.  Seguindo os passos do aparelho, conta Anacleto, localizaram o camião no bairro Belo Monte.

“O meu colega chegou primeiro com agentes da polícia e, para nosso espanto, já havia elementos afectos ao SIC no terreno, e como eles (SIC), não deixavam o meu colega chegar mais próximo, cinco minutos depois cheguei ao local e fui ter com o efectivo do SIC que era responsável da operação, e perguntei o que se passava”, lembrou, eles (SIC), continuou, “zangados,  todos com coletes do da investigação criminal, questionaram o que eu estava a fazer no local. Identifiquei-me de seguida como director de Operações da empresa, e estava aí para saber como a viatura chegou até aí”. De seguida, “perguntaram como eu consegui  chegar até ao camião, pelo que respondi que a mesma viatura estava monitorizada com sistema GPS, elogiei o trabalho deles, tão célere que foi sem que ninguém da empresa tivesse dado uma queixa as autoridades, e perguntei por que estavam a colocar os sacos do contentor para um quintal e na própria viatura (Land Cruiser) do SIC?” seguiu-se momentos de tensão e depois, lembra Anacleto, os efectivos responderam apenas que estavam aí de trabalho e que tinham recebido uma informação.

Estalou o verniz

 Segundo Anacleto Martins, os operativos do SIC zangaram-se minutos depois com o responsável da empresa, tendo recebido todos os telefones  do mesmo bem como as chaves da sua viatura.

“Receberam os telefones do meu colega e as chaves da sua viatura, receberam os telefones dos meus filhos e a partir daí fomos tidos como reféns”.  

O chefe de Operações da empresa AMCT, lembra ainda que foram algemados e passaram a ser considerados ladrões.

“Fomos tratados como bandidos que desviam contentores e não mais como funcionários da empresa AMCT. Daí levaram-nos até as instalações do SIC em Cacuaco, e depois fomos levados ao SIC-Geral, no Kinaxixi, onde fomos ouvidos e esclarecemos como conseguimos monitorizar a viatura. Depois deram conta que não havia razões para nos manterem detidos, e às 4horas pediram que fossemos para casa,  e pediram que regressássemos às 9h00 do mesmo dia para dar sequencia ao caso”.

Anacleto conta ainda que, no mesmo dia contactaram o importador da mercadoria, que prontamente se fez ao local, foram ao SIC e pediram apenas que “levássemos a viatura até ao local em que encontramos um dia antes, na Via Expressa, e carregássemos a mercadoria que estava num quintal e levássemos ao destino certo”.

179 sacos de farinha de trigo sumiram do contentor

Porem, continua “quando chegamos ao armazém, começamos a descarga da mercadoria e demos falta de 179 sacos, que perfaz aproximadamente 2 milhões e 500 mil kwanzas”.

O caso, aconteceu na noite de quinta-feira-feira, 30 de Setembro, no entanto, na segunda-feira, 04, de Outubro os jovens levados pelo SIC foram abrir uma queixa contra os sete efectivos do órgão afecto ao Ministério do Interior.

SIC Investiga

Contacto pelo NA MIRA DO CRIME, o porta-voz do SIC-GERAL Manuel Halaiwa explicou que a Investigação Criminal está a par da situação e está a averiguar os factos. O responsável disse ainda que está agendado um encontro com a direcçao da referida empresa, e que nas próximas horas poderá dar mais dados.

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