Por cima do nariz da polícia: Marginais acabam com o sossego da “Rua da Paz”
Um grupo de marginais constituídos por cinco elementos, conhecidos por Domingos, também conhecido por “Abacate”, “Da Poly”, “Paizinho” e “Faray” com idades compreendidas entre os 22 e 30 anos de idade, são acusados de protagonizarem vários assaltos na “Rua da Paz”, situada no município do Kilamba Kiaxi, arredores do antigo Supermercado Interpark.
Por: Matias Miguel
Sales Asman, da Guine-Conacri, está em Angola há 12 anos. Faz o seu comércio de materiais diversos na Rua da Paz, e emprega 14 funcionários.
Ao NA MIRA DO CRIME contou que pensa em abandonar o País por temer pela sua integridade física, uma vez que os assaltantes depois de denunciados e detidos, em pouco tempo estão de volta e prometem vingar-se daqueles que prestarem queixa.
“Depois de vermos os assaltos a multiplicarem-se, organizamo-nos, recorrendo as empresas de segurança. Mas mesmo assim os assaltos não param”, lamentou, de acordo com o nosso entrevistado, os marginais têm como preferência os finais de semana para efectuar as suas acções delituosas.

“Há 15 dias agarramos o Domingos, o Faray e o Paizinho no interior de um armazém por volta das 02h00 da madrugada, levamos a polícia, mas passados uma semana foram soltos pela Procuradora Josefa Francisco, da PGR do Comando do Kilamba Kiaxi, por alegada falta de provas, então eles vieram cá outra vez na loja gabaram-se que já saíram e começaram a nos ameaçar de morte”, denunciou, acrescentando que a intenção de fechar às lojas, é uma opção a ter em conta de forma urgente.
“Penso abandonar às lojas, tenho família na minha terra, não quero perder a vida assim do nada, se ainda estou aqui até ao momento é devido a coragem que recebo das senhoras que vendem ao lado, às ameaças que veem do Faray são muitas, eles estão localizados, estão aqui todos os dias, vivem na zona do Matrix, a Polícia os conhece mas ignora tudo isso”, atirou.
Cuba Tostão, de 54 anos de idade, outro cidadão da Guine-Conacri explicou que os bandidos já perderam o medo da Polícia.
“Eles assaltam a luz do dia, é apenas este grupo de 5 elementos, estamos aflitos, desde que eles se refugiaram para aqui não temos sossego, saíram do mercado do Golfe 2 e estão a nos atazanar a vida”.
Flagrados pelo NA MIRA
Durante a nossa reportagem, flagramos a presença dos acusados, nas portas de algumas lojas. Alguns fingem trabalhar com carros de mão para puderem estar entre às vítimas.
“Eu alimento seis funcionários com famílias, o comércio que exerço é legal, tenho a papelada toda em dia, os assaltos estão a nos preocupar, bandido é apanhado hoje entregue a Polícia uma semana depois é solto e vem te ameaçar, se eu fechar a loja, estarei a contribuir mais para a delinquência, exijo do Estado protecção, desabafou”, exigiu um dos proprietários de armazém.
Assaltante cobrou o cinto e as chinelas que perdeu na cadeia
Cuba Tostão, com o semblante nostálgico conferenciou ao NA MIRA que teve que pagar ao “Da Poly” um par de chinelas e o cinto que este perdeu na Esquadra, depois de ser surpreendido à madrugada dentro de um armazém e entregue as autoridades.
“Tive de comprar tudo sob pena de me fatigar como ele disse”. Segundo os comerciantes, só este ano foram assaltados 21 vezes.











