Samba: Turma do Apito 2 ‘recebe’ pastas a polícia e passa a patrulhar toda extensão da zona
Moradores do Distrito da Samba, município de Luanda, dizem que a delinquência baixou consideravelmente, fruto de uma organização de jovens, denominada Turma do Apito 2, que tem feito aquilo que a polícia deveria fazer.
Por: Matias Miguel
Manuel Joaquim, de 48 anos de idade, é membro da referida organização, reside na Samba, Rua do Quim Ribeiro, há 32 anos e a este jornal explicou que o grupo usa uma escala de renda que vai das 19h00 até às 00h00, e um outro grupo assume o controlo durante o dia.
“Graças a Deus com esta organização não temos queixas alarmantes de delinquência na zona. Somos vários grupos controlados por um coordenador, no lado da Montanha tem um grupo, aqui no Quim Ribeiro outro e na Rua Augusta bem como na administração um outro grupo”, ilustrou.
Segundo Joaquim, os grupos realizam patrulhas e, se se depararem com indivíduos estranhos, submetem-lhe a um rigoroso interrogatório.
“Caso tivermos dúvidas, encaminhamos para a Polícia local, em alguns casos, encontramos dois ou três jovens estranhos e que tenham dificuldades de responder, aí damos-lhe um correctivo antes de levar-lhes a Polícia”.
Ana Maria, de 44 anos de idade, comerciante, confirmou ao NA MIRA DO CRIME a acalmia que se vive naquela zona, fruto do trabalho dos jovens.
“Nós moradores estamos organizados, e apoiamos com bens não perecíveis, como café, açucar naquilo que tivermos. A nossa organização começa do Bagda, passando pela rua Augusta até próximo ao antigo controlo, daí uma outra organização começa e vai até além”.
Esta forma de ‘patrulhar’, dizem moradores é um facto e nota-se melhorias na segurança dos moradores.
“Se porventura depararmo-nos com um filho da zona que tenha cometido algo, tomamos-lhes medidas de repressão mais leves”, disse um outro membro do grupo Turma do Apito 2.











