Assaltam, privam de liberdade e torturam: Turma do Apito do São Pedro da Barra cria lei separada do Estado angolano
Integrantes de um grupo denominado ‘turma do apito’ do bairro São Pedro da Barra, Distrito Urbano do Ngola Kiluanje, ao município de Luanda, estão a tirar o sono da população.
Por: Matias Miguel
Barbarita, aparentemente de 27 anos de idade, é um dos integrantes do grupo turma do apito, que volta e meia assalta transeuntes e residências.
Clementino Domingos, de 33 anos de idade, nasceu e cresceu no bairro São Pedro da Barra, e disse estar agastado com o comportamento dos integrantes do grupo acima citado.
“Eles existem há sensivelmente um ano, e não são do bem, actuam principalmente na rua direita do Iraque”, denunciou, exemplificando que, na madrugada de quarta-feira, 26, o Barbarita e um amigo assaltaram uma residência de uma jovem, onde subtraíram uma botija de gás butano e só não consumaram a violação da jovem, porque ela gritou muito e os vizinhos acudiram.
“Eles precipitaram o assalto, por volta das 22h00, quando a jovem entendeu ir deitar lixo, cruzou com eles, e os identificou pelas vestes, que são as mesmas usadas no assalto”, contou.
Barbarita usou uma venda no rosto para não ser identificado, mais esqueceu de trocar de roupa, facto que fez com que fosse denunciado na 11ª Esquadra do bairro, onde já está a contas com os efectivos.
De acordo com moradores, o comportamento desviante de jovens afectos a este grupo tem sido constante, pois, explicam, não é a primeira nem segunda veze que são surpreendidos com assaltos.
“Eles julgam-se autoridades, retiram o direito de liberdade do cidadão. Invadem casas onde as meninas viciada jogam batota, recebem dinheiro e algumas vezes violam, depois de as torturam”, denunciaram, acrescentando que, nas agressões contra jovens, os bandidos da turma do apito usam catanas, facas, porretes e barrote.
“São exagerados, até casos familiares intervêm, batem todo o mundo, fazem reféns, soltam mediante uma caução”.
Os donos de armazéns e as senhoras que vendem em bancadas, são obrigados a pagar 200 kwanzas diariamente, justificando que é para sobrevivência do grupo.
O NA MIRA DO CRIME sabe que parte deles vieram de grupos de marginais. O grupo, mais de 50 elementos, é integrado por elementos de grupos rivais.











