Bairros Kalawenda, Terra Vermelha e Malueca lideram a lista dos crimes em Luanda
Assaltos à mão-armada, violações concorrido com assassinatos, lutas entre grupos rivais que terminam com ferimentos graves e até mortes são os resultados das acções dos amigos do alheio.
Por: Paulo Lunda
Os bairros Kalawenda, Terra Vermelha e Malueca lideram a lista quando o tema em abordagem for criminalidade no município do Cazenga.
Quem o diz são os factos narrados por moradores agastados com o clima de insegurança instalado na zona.
Os residentes contam que tais acções ocorrem alegadamente com algum 'sucesso' fruto da fraca actuação policial no que diz respeito ao patrulhamento auto e apeado, bem como por conta da falta de iluminação pública no interior do bairro.
Quem ali reside garante que a criminalidade aumenta dia após dia, sobretudo porque grande parte dos jovens implicados nas mesmas práticas são desempregados.
“Não têm trabalho, por isso, acreditam que subtrair violentamente o bem de outrem é ou deve ser a solução para seus problemas”, atirou Isabel Kiato, moradora do bairro Kalawenda, arredores do Instituto Superior Politécnico do Cazenga (ISPOCA).
A nossa entrevistada, disse que já foi vítima de pelo menos dois assaltos na sua residência.
“Estava apenas com os filhos menores”, por isso, viu-se forçada a 'colaborar' com os meliantes. "Entreguei todos os bens de valor que tinha em casa", recordou. Agora, diz viver traumatizada e insegura.
"Tenho muito medo... Não sei quem é quem, logo, todos para mim são potenciais criminosos", desabafou.
Os mesmos problemas são enfrentados quase que diariamente por diversos moradores daquele bairro. Outrossim, segundo moradores, lutas entre grupos terminam quase sempre com ferimentos graves ou mortes.
Contudo, por conta dessas 'rixas' os jovens residentes no bairro Kalawenda estão proibidos de frequentar a zona da Terra Vermelha e vice-versa sob pena de acontecer o pior.
FRACA ACTUAÇÃO DA PNA DÁ LUGAR A JUSTIÇA COM MÃOS PRÓPRIAS
Alguns moradores dos bairros acima citados, decidiram ser polícias, investigadores e ao mesmo tempo juízes, no sentido de dirimir estes males. "Dói-nos bastante ver que o suspeito ou o detido por determinado ilícito seja colocado em liberdade poucos dias depois de entregue a Polícia. Como se pode explicar isso?", questionou um jovem que pediu anonimato.
Entretanto, fez saber que recentemente um suposto marginal apenas identificado por Tchu-K foi morto por populares revoltados, quando o jovem, tentava, na companhia dos amigos invadir uma resistência.
"Esse não é o primeiro... E, apesar de ser lamentável dizer, sabemos que também não vai ser o último caso", atestou para depois acrescentar "que bandido não ouve. Para eles, nem 20 anos de prisão reeduca".
O clima de terror e insegurança são implantados sob o olhar impávido dos homens da farda azul. Miúdos com idades compreendidas entre 15 e 25 anos, lideram grupos como o Elenco do Pingo e Turma-Q, apontados como responsáveis de várias acções maquiavélicas.
Vale lembrar que, recentemente um agente do Serviço de Investigação Criminal (SIC) foi gravemente ferido no rosto com disparo de arma de fogo durante uma troca de tiros com marginais, um outro jovem foi barbaramente assassinado e ficou sem o genital, em consequência de uma luta entre Gangues.











