Desmantelada rede criminosa que criava perfis falsos de governantes angolanos
A direcção de combates de crimes informáticos e central de operações do SIC, deteve em flagrante delito, cinco cidadãos nacionais, todos da província de Cabinda, com idades compreendidas entre 20 e 32 anos de idade, entre eles uma mulher, que se dedicavam a criação de perfis falsos de governantes, nas redes sócias, com intuito de burlar cidadãos menos atentos.
Por: Edilson Pinto
Os marginais tinham como preferência o Facebook, Instagram, LinkedIn e WhatsApp, onde criavam contas de governantes, empresários e instituições públicas e privadas e ainda a criação de websites falsos da EMIS, sobretudo o multicaixa express para burla.
MODUS OPERANDI
Na internet, sob forma de “pop up”, usam páginas como da Emis ou a empresa fictícia “Target Comex Lda”, suposta empresa imobiliária e venda de viaturas, que solicita a actualização de dados e, ao clicar na mesma, surge um formulário que pede os dados pessoais da vítima, incluindo o PIN, se for a Emis, e a seguir ligam ao cidadão questionando se solicitou a actualização de dados.
Após a confirmação, pediam o respectivo código de verificação, e assim sumiam com os valores disponíveis na conta, sendo que, o grupo também clonava cartões multicaixa.
A DETENÇÃO
A primeira detenção ocorreu no dia 29 de Janeiro do ano em curso, num trabalho aturado do SIC, que permitiu deter a cidadã de 20 anos de idade, que pretendia tirar uma segunda via de um número da Unitel, com o BI falsificado.

No seguimento, foram detidos mais 4 indivíduos no distrito urbano da Samba, com vários telemóveis, cartões SIM, multicaixas, bilhetes de identidade falsos e um dispositivo de clonagem de cartões.
O Na Mira do Crime sabe que alguns deles já são reincidentes nesta prática.
Três deles são gestores de perfis falsos de governantes como: Ministros da Agricultura e Pescas, dos Transportes, empresários, directores da TAAG e outras entidades com o único objectivo de burlarem “quem vacilar”.
Diante desta situação os serviços de investigação criminal apela a sociedade a ter mais cautela no que tem que ver com a utilização, compra e uso das redes sociais.











