Grupos de bandidos 'desfilam' no bairro Bita sob olhar impávido das autoridades
Na senda de reportagens que o NA MIRA DO CRIME tem levado a cabo a fim de ajudar as autoridades a identificar marginais altamente perigosos e locais onde o crime é proeminente, esta semana estivemos estacionados no bairro Bita e entregamos de bandeja os nomes e grupos mais violentos daquela zona.
Por: Matias Miguel
Os Pilhantes, Jamaica, Deluxo, Besbo, os Panda e os PBM são os grupos que mexem com o bairro Bita Campo, localizado no distrito Urbano da Cidade Universitária, município de Talatona.
Segundo moradores, a delinquência atingiu níveis alarmantes, e são rapazes de 14 e 24 anos de idade, organizados em grupos, que tiram o sossego da população.
Campos By e Plano By, são os líderes do grupo PBM unificados, tidos como os mais perigosos da zona.
“Eles lutam entre si, em grupos de mais de 12 rapazes, inclusive com armada de fogo, catanas, facas, ferros e garrafas”, explicou um dos coordenadores do bairro, que pediu anonimato.
“O grupo PBM é uma unificação de três grupos, depois de muito lutarem, parece que descobriram que tinham os mesmos interesses tornaram-se em apenas um, é mais numa espécie de coligação”, observou.
Significado de PBM, numa conversa descontraída com um dos moradores, questionamos o significado das iniciais PBM, pelo que nos respondido que; O (P) significa os Pausados; (B) os Brilhantes e o (M) os Mais Queridos.

Estes grupos cruzam todos nos mesmos pontos, só que em horários variados, que vão das 09h00 às 16h00.
Depois deste horário, quem cruzar o caminho deles é vitima.
Pontos de concentração
A nossa reportagem apurou que, quase todos concentram-se na paragem do Campo, é um entroncamento de seis ruas, que tem início na rua da Somague, para quem vai ao Calemba II.
Outro ponto, e tido como o mais perigoso, é a rua do Maiala, que está depois da agência de gás, é o sítio considerado quartel-general, onde passam as reuniões.
Ali, contam populares, os bandidos fazem renda de assaltos. Numa hora assalta este grupo, naquela hora outro grupo.
Naquela rua, existe um grupo de seguranças, mas estão proibidos de intervir, sob pena de sofrerem represálias.
“Eles roubam de tudo um pouco, desde telefones, dinheiro e calçado. Na paragem do Campo e no cemitério, por exemplo, somos obrigados a pagar cem kwanzas para não ser molestado”, atirou um jovem.
Polícia ausente…
A presença da Polícia, segundo moradores, deixou de ser preocupação para os munícipes, porque, contam, sempre que se dirigiam a Esquadra das “casas azuis” e no destacamento Rei Mandume, diziam sempre não tinham meios para se deslocarem. Diante do perigo, os moradores criaram comissões de vigilância.
Porém, contam que as autoridades mandaram desmembrar o referido grupo.











