População ‘captura’ e espanca até a morte membro do grupo União Total de Assassinos
Os conflitos entre grupos rivais acontecem quase que diariamente um pouco por toda cidade capital, e tendem a ganhar contornos alarmantes, sendo que, desta vez, a população não cruzou os braços de modo que, José Matias Muhongo, de 20 anos de idade, foi pego e torturado até a morte por populares enraivecidos.
Por: Paulo Lunda
A intervenção dos populares terá sido alegadamente motivada no sentido de pôr fim aos sucessivos actos de vandalismo e arruaças protagonizados por elementos de diversos grupos de malfeitores, dentre os quais se destaca a União Total de Assassinos (U.T.A) do qual o malogrado fazia parte.
Este grupo sediado no bairro Ângelo, município de Cacuaco, tem como lema "quem morre por nós é um herói". Nesta linha, motivados pela máxima, vários são os jovens com idades compreendidas entre os 16 e 22 que aderem ao grupo para, de corpo e alma dedicarem-se à violência, como se de um acto patriótico se tratasse.
De acordo com moradores daquela circunscrição, os marginais provocam o caos sob o olhar impávido e sereno dos efectivos da PNA estacionados naquela circunscrição.
Como e quando aconteceu?
O crime ocorreu por volta das 17 horas de sexta-feira, 18, no bairro Ângelo, município de Cacuaco quando José Matias Muhongo e comparsas, munidos de vários objectos contundentes decidiram enfrentar um grupo rival nos arredores do referido bairro.
Depois de pânico criado pelos jovens bandidos, a população decidiu colocar um 'basta', tendo para o efeito ‘capturado’ o infeliz, que conheceu a morte da maneira mais fria.
Pedras, paus e catanas, meios utilizados pelo malogrado para atacar as pessoas, foram os mesmos meios utilizados para, cruelmente colocar um fim a vida do jovem.
"Já o encontrei na morgue, tinha vários sinais de catanas que deixaram-no com o corpo completamente desfigurado", explicou Matias José Muhongo, pai do malogrado, acrescentando que desconhece o que de tão relevante fez o filho para merecer tamanha sentença.
Porém, fez saber que o filho é um reincidente no crime, cujo 'curriculum' é preenchido com várias passagens e detenções nas esquadras policiais.
"Até tive que o deixar sozinho nesta casa, porque estava aborrecido com as visitas constantes da Polícia que o vinham prender", finalizou.











