Marginais estão a escavar túmulos no cemitério da Mitcha em busca de anéis de ouro e prata
Dezoito jazigos e mais de 30 túmulos foram profanados no cemitério do Alto da Mitcha, no Lubango, província da Huíla. Os culpados ainda não foram encontrados, mas sabe-se que buscam nos restos mortais objectos de valor.
Anéis, cordões de ouro ou prata e mascotes são o foco dos vândalos, segundo a administração do mesmo.
A situação, de acordo com a Angop, já dura há alguns anos e prevalece porque o “campo santo” está sem guardas, já que foi encerrado há cinco anos para novos funerais. Os enterros são apenas feitos em caso de exumação.
A supervisora do referido cemitério, Lery Chiwana, fez saber que o recinto é grande e facilita a acção dos bandidos, pois os funcionários são apenas coveiros e não dão conta do recado, agravado pela situação de estar cercado de três bairros com um alto índice de criminalidade.
Sublinhou os meliantes procuram fios de outro, mascotes e prata dos chumbos das urnas, já que há famílias que enterram os seus entequeridos com esses objectos de valor.
Por sua vez, o porta-voz do comando provincial da Polícia na Huíla, inspector-chefe, Fernando Tongo, confirmou a ocorrência e fez saber que alguns integrantes desses grupos foram detidos em 2021 e que investigação prossegue para sanar o mal.
Lembrou que a segurança dos cemitérios são da responsabilidade das administrações municipais e que a polícia envolve-se em caso de denúncias, para investigar e esclarecer os crimes.
O cemitério da Mitcha, o mais antigo da cidade, está encerrado para novos funerais há cinco anos, recebendo somente enterros em jazigos familiares, situação que o deixou em estado de quase abandono, que facilita a acção dos ladrões e vândalos.
A Administração do Lubango tem sob controlo os cemitérios da Mitcha, Mutundo, Nambambe, Camumuila, Kwawa e Mapunda, arredores desta urbe, para além dos existentes nas comunas do Hoque, Quilemba, Huíla e Arimba.











