Comando de Cacuaco: Efectivos acusam comandante municipal de falta de coordenação de trabalho
Há pouco mais de seis meses, o município de Cacuaco tornou-se numa das zonas mais perigosas do país, com os crimes violentos com recursos a armas de fogo a fazerem moradia naquela parada. A troca de comandantes há sensivelmente 14 meses só piorou a gestão da tropa, e os efectivos apontam o dedo acusador ao comandante municipal, superintende-chefe Adão Sebastião “Didi”.
Por: Belchior Resende
Para os efectivos que accionaram o NA MIRA DO CRIME para demostrar o descontentamento face ao clima menos agradável que se vive naquele comando de capital importância para geoestratégica operacional de Luanda, a má gestão de meios, principalmente de homens tem gerado conflito no comando.
“Procuramos o vosso jornal porque tem ajudado muito a dirimir conflitos dentro da corporação, não podemos falar isso directamente ao Comandante, mas é importante que o comandante provincial tenha em atenção a este problema que reina no comando de Cacuaco”, alertaram.
De acordo com os operativos, não poucas vezes, o comandante municipal tem levado pequenos problemas a complicações pessoais.
“Falta estratégia e trabalho para atenuar conflitos em a chefia e os operacionais seniores do comando”, observaram.
“Só para terem uma ideia, até o ex-segundo comandante municipal, Carlos Neto, é desautorizado a presidir reuniões na ausência do comandante, ele prefere a reunião seja presidida por um membro do conselho”, atiraram.
“O modo de trabalho tem sido dos piores, para terem uma ideia, nos últimos meses, com a liderança do comandante Didi, já tivemos três esquadras vandalizadas, e temos dois bairros como o Paraíso e Caop Velha na lista dos mais violentos”.
De costas viradas com o delegado do SIC
Segundo informações chegadas a este jornal, existe uma relação de ‘cão e gato’ entre o comandante municipal e o delegado municipal do SIC, Fernando Chaves, sendo que, nem um nem outro participa nas reuniões de concertação, “tudo por causa do ‘ego’ elevado do oficial superior” Didi”.











