Marginais impõem recolher obrigatório no Camama
Basta anoitecer para os moradores do Distrito de Camama, no município de Belas, sentirem—se aflitos, porque aos marginais lhes é concedida a liberdade de andarem como quiserem e entrarem na residência de qualquer pessoa, para roubarem ou ferirem pacatos cidadãos.
Por: Agostinho Paca (Estagiário)
Segundo moradores, todos os dias, há registo de assaltos, esfaqueamento e turbulência na via pública.
"Quem se atrever levar valores monetários na carteira ou nos bolsos pode conhecer o seu algoz na esquina a seguir", ironizou um cidadão que não quis identificar—se.
De acordo com Josefa Maduele, os marginais levam de tudo um pouco desde dinheiro, telefones, aos bens alimentares, "e se, por acaso, gostarem do que você vestiu, obrigam a despir—se".
Dizem ainda que, de dia, têm feito os seus assaltados geralmente com recurso às armas brancas, na via pública, que tem resultado em muitos ferimentos.
Já de noite, recorrem às armas de fogo, assaltando residências. Um dos alvos privilegiados são os detentores de cantinas, maioritariamente cidadãos oeste—africanos que, devido à situação, já começam a abandonar o bairro.
"Temos amigos e familiares que já nem nos visitam mais porque sabem que esta zona é perigosa" disse um dos moradores, que aponta rua da pracinha, junto ao colégio Meuronice, no bairro Maria Eugênia Neto, como sendo a mais crítica.
Os mais perigosos são:
Dizem ainda que alguns marginais são conhecidos, como são os casos do: Vadilson, Vermelho, Feijão, BK e K3 estes dois últimos considerados altamente perigosos.
Já os grupos: Os Capucho, Kilamba Tu e Mini Sagres são os que aterrorizam mais a área.
"A área está tão fértil para eles que já convidam grupos de outros bairros como Rocha Pinto, Sapú e Cabeludo, para juntos cometerem actos criminosos de maior envergadura”, denunciaram.
Moradores entendem que tudo fica ainda mais fácil para os marginais, porque não há patrulhamento policial.
"Quando ligamos à polícia, esta alega falta de viaturas.











