Irmãos assassinos: Babiloy e Mamiloy continuam a fazer vítimas mortais no bairro Tempo Muda
Mais uma vez, o NA MIRA DO CRIME foi chamado a visitar o bairro Tempo Muda, Batalha e Nzamba 1, situados no Distrito Urbano da Baia, município de Viana, para medir os níveis de delinquência que imperam naquela parte da cidade de Luanda.
Por: Matias Miguel
Duas semanas depois da nossa equipa de reportagem ter entrado naquele bairro e denunciado os marginais, locais e modus operandi dos bandidos, a polícia e o SIC continuam de braços cruzados, enquanto morrem cidadãos inocentes.
Os bandidos, cujas idades rondam entre os 12 e 19 anos de idade, estão congregados em grupos que são “Os Gimbizas”; “Os Tempo Muda”; “Os Relaxados”; “UDB”; e “Kilamba”.
No entanto, moradores que falaram em anonimato ao NA MIRA DO CRIME por temer represálias, apontam o dedo acusador aos ‘bandidos-irmãos’ Babi-Loy e Mami Loy. Segundo moradores, estes fora-da-lei matam sem dó nem piedade.

“Recentemente mataram um senhor na entrada da rua dos Comando a facadas, todos aqui têm medo deles”, denunciaram.
“É sempre assim, cometem crimes, desaparecem, depois regressam quando está tudo calmo”, atiraram.
Entre os grupos, contam moradores, existe uma interacção, “no fundo são todos amigos, porque o que notamos, quando vêem um outro grupo, como por exemplo os da zona dos Rasta (os Gimbinza) ou do Colégio Santa Inês (os UDB), os grupos que mandam no Bairro se juntam e vão lutar contra o grupo visitante”.
“Os marginais que constituem os grupos são filhos do bairro, nossos filhos mesmo, convivem connosco de dia e de noite transformam-se, os pais sabem e ainda os defendem”, atirou um morador, ressalvando que, sabem onde os bandidos moram e com quem vivem, “os pontos de concentração para traçar as acções são conhecidos”.
Na rua dos Comandos, na entrada para quem vem do Mercado do Km 30, existe uma farmácia de cor verde, aí, segundo dados apurados por este jornal, é o local onde motoqueiros são observados e assaltados.
“A partir das 16horas é perigoso passar por aqui, no mínimo o que podem acontecer é te obrigarem a pagar uma portagem de 200 kwanzas”.
No fundo da mesma rua, tem um primeiro andar inacabado, de tijolos, ao lado tem uma casa que serve sopa, conhecida como "na sopa da Ngonguita", ao lado tem uma farmácia e a Comissão de Moradores do Bairro Batalha.
De acordo com entrevistados, todos os Santos dias os marginais tomam sopa nesta casa, e começam logo de manhã a traçar novas investidas.
Um outro ponto perigoso, é a rua do Kiaku Mbuta, onde está a lanchonete Calado.
“Esta tem sempre música alta, é outra parada dos marginais, o proprietários, por ser da UPIP, não é tocado, como símbolo de amizade com os bandidos, permite que os mesmos fumem liamba toda noite”.
Moradores dizem que a Polícia tem conhecimento da situação, mas nada faz.
Durante a nossa estadia na zona, numa curta investigação, descobrimos onde estão localizados os marginais Babi-Loy e Mami-Loy.
Bairro precário
Membro da Comissão de Moradores explicou que o bairro Tempo Muda tem uma população estimada em 17.873 cidadãos, cadastrados em 2017.
A zona não tem serviços sociais como escola pública, nem centro de saúde, não há energia da rede pública, sendo que os moradores são obrigados a pagar AKZ 120 mil para realizar contrato com uma empresa privada de distribuição de energia.

A população consome água das cacimbas, e a comissão controla 96 furos.











