Cazenga-popular e Kima Kieza: Grupos de marginais instituem nova ordem no município
Um grupo de marginais denominado "Rebelião da 70", que opera nos bairros da Cimeira, e um outro grupo denominado "Popolas", que toma conta da zona da Baixeira, ao município do Cazenga, respectivamente no Cazenga-popular e Kima Kieza, têm tirado o sossego dos populares daquelas zonas.
Por: Mário Cunha
A sétima avenida, que limita os distritos do Cazenga-popular e Kima Kieza, já foi, no passado recente, uma linha vermelha que também separava os territórios operacionais dos marginais.
Os de um lado não podiam atravessar para outro lado. Hoje, essa tradição continua e com alguma intensidade, já que a inviolabilidade de fronteiras tem trazido consequências severas.
De acordo com o morador do bairro Canivete, João Dalas, de 29 anos, os marginais têm feito os seus assaltos com alguma normalidade e os bens conseguidos são guardados em becos bem protegidos.
Disse ainda que os assaltos ocorrem sobretudo às noites, quando as ruas ficam mais isoladas.
"No ano passado, o meu irmão foi assaltado no interior do bairro e outro na semana passada", contou Dalas.
A população reclama que "os gatunos", são sempre os mesmos e são "bem conhecidos pela polícia". Só que, quando são presos e depois soltos, as suas acções redobram com alguma ferocidade.
Por isso, os moradores pedem reforço policial, passando pela construção de uma esquadra maior, já que a esquadra móvel que se encontra na Sétima Avenida não tem dado conta da situação.
Já um outro morador do bairro Canivete, Pedro Kiala, considerou impossível ou bastante arriscado andar pelo bairro, antes das sete horas da manhã e das 19 horas da noite em diante.
"Nós dizemos que o nosso governo não é sério, porque não estanca essa situação porque não quer, já que tem todos os meios para combater a criminalidade", desabafou, referindo que "não é que nós falamos mal do MPLA; o problema é a fome e a insegurança," justificou.











