No Cazenga- Moradores do bairro Kawelele queixam-se da falta de policiamento
Os moradores do bairro Kawelele, distrito Urbano do 11 de Novembro, saíram às ruas, na manhã de quinta-feira, 19, para protestar a onda de assaltos em residências e na via pública, gerada por marginais armados, que fazem das suas desde a paralisação da Turma do Apito, sob a ordem do Comandante da Polícia da esquadra do referido bairro.
Pedro Lando Mateus, uma das vítimas de assaltos, disse ao NA MIRA DO CRIME que, por volta da uma hora e 30 minutos, foram surpreendidos por um grupo de marginais armados e mascarados que arrombaram a porta da sua residência, numa altura em que o proprietário estava ausente.
Segundo conta, quando estava de serviço, recebeu uma ligação dos vizinhos a dar conta que mais de sete elementos estavam a arrombar a sua residência.
Os marginais, apercebendo-se da ausência do dono da casa, violentaram a esposa com objectos contundentes, desde garrafas e pedras aos pontapés.
Nem mesmo o facto de a mulher estar grávida de oito meses, diminuiu a fúria dos meliantes.
A medida em que uns batiam, os outros faziam vistoria em toda residência, acabando por encontrar algum dinheiro e, na sequência, levaram duas botijas de gás butano e outros haveres.
No final de tudo, um banquete, porque na cozinha havia comida já confeccionada.
Detenções de manifestantes
Ao amanhecer, a senhora agredida pelos marginais, em companhia de outros populares decidiram protestar defronte a esquadra daquela localidade, pelo fraco patrulhamento da polícia.
Efectivos aí presentes são acusados de agredir e deter pelo menos uma pessoa.
Lopes Agostinho, morador e vizinho da vítima, disse que os assaltos são constantes e ficaram surpreendidos pela maneira como os marginais pulavam o muro, enquanto os outros cercavam o beco que impossibilitou socorrer a vizinha que estava a ser agredida.
"E o que mais nos deixa abatido é a posição da nossa polícia, que quase não se fez presente no local, mesmo depois de ter sido informada da ocorrência", repudiou.
Para ele, a Turma do Apito dava resposta certa aos marginais.
"A delinquência tinha reduzido significativamente", lembrou, lamentando o facto de essa turma ter sido acusada de estar a tirar o lugar da polícia.
"Pelo menos, fazia o que a polícia não está a fazer", referiu.
Segundo contou, também, Gilberto Gregório, uma das vítimas de assaltos, a delinquência "está demais", e os marginais têm quase todos os mesmos modus operandi.
"Eles demoram o tempo que for necessário para atingirem os seus objectivos, porque a polícia está longe do cidadão, pelo menos naquele bairro", sublinhou.
A nossa equipa de reportagem tentou contactar a esquadra do bairro Kawelele, mas este esforço foi gorado.











