Assalto no Maculusso - Tito Kambanje forçado a aplicar legítima defesa com "esquebra"
Olhando para as imagens postas a circular nas redes sociais sobre a alegada tentativa de assalto à residência do analista político e docente universitário, Tito Kambanje, ocorrida no dia 12 de Junho, a primeira ideia que surge é de que o meliante, mesmo já rendido, foi brutalmente espancado, e só não morreu porque, segundo testemunhas, a polícia apareceu cedo.
Por: Lito Dias
O acto em si, praticado pelo presumível meliante, é deveras reprovável. Aliás, é desses actos que têm resultado em agressões e até mortes, quando os assaltantes arrombam portões e invadem residências, com o intuito de se apoderarem dos bens de outrem.
Talvez tenha sido esse o entendimento de Tito Kambanje, uma vez confrontado com essa tentativa de assalto.
Uma pessoa próxima ao também membro do Comité Central do MPLA, rabiscou algumas linhas relatando a versão dos factos.
Contam que na madrugada do passado dia 12 de Junho, o docente e comentador político, Tito Cambanje, foi vítima de uma tentativa de assalto em sua própria residência, no Maculusso, por volta das 03 horas.

Cidadãos desconhecidos terão invadido a zona residencial onde vive, tendo os mesmos forçado o seu apartamento, munidos de armas de fogo.
Ao aperceber-se de que a porta da sua residência estaria a ser forçada pelos supostos meliantes, Tito Cambanje teria ligado a alguns amigos, que prontamente se fizeram deslocar ao edifício, tendo surpreendido os meliantes.
Nessa altura e, na tentativa de se defender dos agressores, Tito Cambanje e amigos teriam recorrido a paus e facas, acto corajoso que lhes valeu a sobrevivência do assalto.
Um dos assaltantes chegou a ser neutralizado e ferido durante a tentativa de assalto, enquanto outros escaparam.
É precisamente até aí onde a coisa ficou mais cinzenta, já que o cidadão agredido, nas imagens, não tinha arma de fogo.

A operação que conduziu à neutralização do aludido marginal levou um tempo mais que suficiente que seria usado também para chamar a polícia.
A reacção da "ala" de Cambanje traz à luz o figurino da legítima defesa que, segundo o artigo 31 do Código Penal Angolano, número 01, "é o facto praticado como meio necessário para repelir a agressão actual e ilícita de interesses juridicamente protegidos do agente ou de terceiro".
Já no seu número 02, o mesmo código estabelece que "se houver excesso dos meios em legítima defesa o facto é ilícito, mas a pena pode ser especialmente atenuada".
Aí, sim, veremos que o Tito Kambanje e seus amigos, ao exporem que os presumíveis marginais estavam munidos de armas de fogo, estarão à chamar a razão para si, já que reagiram com paus e facas.
No entanto, com a fuga de outros meliantes, aquele que foi apanhado sofreu um espancamento brutal, configurando uso excessivo de meios para a legítima defesa. Aliás, Tito é conhecedor da lei.
Outra parte crucifica Cambanje
Antes mesmo de se ter a aparente versão de Tito Cambanje, já circulava nas redes sociais uma outra com dados completamente antagónicos.
Nessa versão, a atitude do docente e amigos foi considerada uma "barbaridade e terrorismo".
Faz saber também que a residência que está a ser assaltada é de uma senhora apenas identificada por Flávia, suposta amante que terá pedido Socorro a Cambanje, tão logo se apercebeu da presença de meliantes.
O segundo facto trazido a público é de que o cidadão agredido, apenas identificado por Pazito, é vigilante de uma empresa de segurança e terá sido encontrado acidentalmente.
Entretanto, amigos de Tito Cambanje dizem que as imagens disseminadas nas redes sociais mostram uma "versão contrária dos factos relatados por uma das vítimas" e não têm dúvidas que algumas pessoas interessadas em manchar o bom-nome e a imagem de Tito Cambanje fazem questão de publicar apenas fotos e os vídeos que os interessam.











