Delinquência em Viana: Marginais 'roubam' sossego e segurança do distrito da Estalagem
A delinquência no município de Viana soma e segue, com a criação de numerosos grupos de marginais que, como era de esperar, tiram sono aos moradores. Os marginais fazem tudo e a qualquer hora do dia.
Por: Mário Cunha
No distrito da Estalagem, mais precisamente nos bairros Ana Paula e Baixa de Cassange, os moradores clamam por segurança, uma vez que a criminalidade tem aumentado substancialmente.
De acordo com um dos moradores do bairro Bom Pastor, que falou sob anonimato para este jornal, os marginais têm praticamente os bairros sob seu controlo.
No bairro Bom Pastor, por exemplo, são os motoqueiros que sofrem as agruras do crime a qualquer hora do dia.
"Todos os dias, é assaltado um motoqueiro. Eles penduram-se, principalmente nas motos de três rodas e vão cobrando dinheiro", revelou.
Também, penduram-se nas carrinhas, obrigando o motorista a dar entre 50 kwanzas a 100 Kwanzas.
O morador disse ainda que a situação está cada vez pior e pede que a polícia circule com frequência com motorizadas nos bairros para fazer frente aos marginais.
E a moradora que atende pelo nome de Tina disse que os roubos e as acções mais frequentes são os furtos de copos de antena parabólica, chapas metálicas de residências, portões, janelas, varões (quando a residência está ser erguida), assalto aos alunos em tempo de aulas, furtos a senhores vindos do trabalho ou mercado, cristão saindo da igreja, e também arrancam perucas das senhoras.
Lena acrescentou que são rapazes com idade compreendidas entre 13 e 21 anos, e que muitos deles fazem as acções com recursos armas brancas.
Este jornal, no âmbito do trabalho de campo, flagrou um grupo de cinco marginais, entre eles o "Jaquera" que faziam parar pessoas numa esquina, sob jurisdição ao grupo de marginais chamado "Bandeira Preta".
Eles recebiam tudo. A nossa reportagem soube no terreno que um grupo de marginais que também desafia a polícia é a "Geração dos Kotas", liderado por 'Veloy da Veva', de 21 anos de idade, que começa as suas acções a escassos metros de casa.
Moradores disseram que Veloy da Veva', é defendido com unhas e dentes pela sua mãe, quando indiciado em vários crimes.
E por seu turno, o morador da Baixa de Cassange, Pedro Pascoal, disse que os bairros mencionados são menos tranquilo porque os grupos de marginais têm lutado todos os dias, e as vendedoras nas pracinhas são as que mas sofrem no decorrer das lutas de paus, catanas e facas.
No que toca ao policiamento no bairro Baixa de Cassange, moradores reclamam da fragilidade e da lentidão dos efectivos da polícia da esquadra móvel afecta à Unidade de polícia Bairro Miro, donde vem o carro- patrulha, que é impedido pela vala para chegar até à ao bairro em questão.
"No domingo, 27, houve uma briga entre grupos rivais, na Baixa de Cassange, que começou às 17 horas e terminou às 23 horas, graças à atitude de um vizinho que fez disparos".
De salientar que a falta de energia eléctrica é outro problema que contribui para o aumento da delinquência.











