Socorro: Meu filho é marginal e a Polícia não o quer prender
Um pai, identificado por Miguel Domingos António, de 50 anos de idade, morador no bairro Km 9B, rua da Colómbia, distrito urbano da Estalagem, no município de Viana, apela por justiça e pede que as autoridades o socorram
Por: Matias Miguel
O cidadão, falando ao NA MIRA DO CRIME disse que seu filho vive no mundo do crime. “Vivo sob o mesmo tecto com José Xavier Baltazar, de 21 anos de idade, na qualidade de filho (enteado), mas o mesmo é integrante de um grupo de marginais denominado "Os Rebenta", assumindo o nome de Titubas e, algumas vezes, també é chamado por Rabão”.
O grupo pratica actos anti-sociais (roubos e rixas), tem perturbado a ordem e a tranquilidade públicas nesta circunscrição e arredores. Para levarem a cabo as suas acções eles ingerem grandes quantidades de liamba.
“Depois seguem-se insultos, agressões, primeiro com o pessoal de casa e posteriormente com o pessoal da rua, onde já envolve grupos, fazem rixas, assaltam casas e como ele não passa despercebido, as vítimas recorrem à minha casa retaliando inocentes”, conta o infeliz pai.
Continuando, afirma que ninguém deve pagar pelo crime de outrem; “os portões de casa, ou o que resta deles, está tudo rebentado, com marcas de catanas, a minha familia foi invadida variadíssimas vezes, em alguns casos fomos salvos pela Polícia. Estou exausto, não sei mais onde me queixar, razão que me fez procurar o Namira do Crime”.
Para ser preso o crime dele tem que ser grande?
Adianta o interlocutor ao Namira do Crime que "em Março do corrente ano, apresentei queixa à 44ª Esquadra de Polícia, com provas de crimes como documentos roubados, tacos (pacotinhos) de liamba, e bens materiais, o que resultou na sua detenção, mas foi solto quatro dias depois; se mal o fiz, pior pensei, o marginal intensificou as suas acções que o levaram à cinco detenções em quatro meses”.
Miguel Domingos António detalha: No dia 31 de Maio, foi autuado em flagrante delito pela Polícia e detido, quando assaltava um transuente na via pública, cinco dias depois foi solto com medida de coação (termo de identidade e residência), com a obrigação de quinzenalmente apresentar-se na Esquadra 44ª, o que nunca fez.
Em Junho voltou para a cadeia, já na Esquadra do Seis, por três dias, por ter sido encontrado a fumar liamba na via pública; no dia 17 voltou a ser recolhido e salvo pela Polícia quando estava para ser queimado com pneu pelos moradores por ter sido apanhado a assaltar uma residência de madrugada (02h00).
“Infelizmente, parece que a Polícia precisa que morra uma pessoa para agirem; ele tem grupo, pode me matar a qualquer momento, e agora que ele sabe que estou a fazer corredores para o prender, ja sou uma vítima a abater! O senhor Quixima, chefe de Operações da referida Esquadra domina a situação e aguarda por crimes de maior destaque para o prender”, lamenta.
Acrescentando afirma, “sem medo de errar e com todas as letras, existe uma sonegação da Polícia porquanto existem documentos que comprovam. O que é que eu faço sociedade? O que faço? Apelo à comunicação social, ajudem-me a compreender, ajuden-me a fazer...”, apela.
Decisão difícil mas necessária
“Por assumir o estatuto de filho, foi-me difícil tomar esta decisão, pois emerge o sentimento de impotência e o fracasso na educação entre nós (pais), consola-nos saber que temos consciência do nosso dever, mas o comportamento deste membro da família tomou dimensões de terror”, disse ao Namira do Crime com nostalgia.











