Em plena madrugada: URP incapaz de prestar socorro a cidadão que procurou ajuda durante assalto à mão armada
Nos últimos dias, a Polícia Nacional desfilou meios e homens em toda extensão da cidade capital, mostrando o poderio bélico que possui, numa aberta demonstração de força a todos cidadãos. Estando de prevenção há mais de um mês, na madrugada de sábado, 10, mostrou-se incapaz de prestar socorro a um cidadão que procurou ajuda na Unidade de Reacção e Patrulha (URP) quando a residência da sua mãe estava a ser assaltada por marginais fortemente armados.
Por: Ngunza Chipenda
Adilson Marcos, de 29 anos de idade, residente no Distrito Urbano do Rangel, município de Luanda, é filho da cidadã Ana Rosa (nome fictício) de 47 anos de idade, vítima do assalto.
Em exclusivo ao NA MIRA DO CRIME, o jovem, visivelmente agastado com as Forças da Ordem, explicou que, por volta das 2horas de sábado, 10, recebeu um telefone da sua irmã menor, dando conta que a residência da sua mãe, situada no município do Kilamba Kiaxi, bairro Banga, rua 6, arredores da Escola Angola e Cuba estava a ser assaltada por marginais fortemente armados.
“A casa da minha mãe é totalmente gradeada, mas, infelizmente, na madrugada de sábado, 10, jovens que aparentam ter 22 anos de idade, armados com armas de fogo, escalaram o teto e conseguiram entrar”, explicou, recordando que, tão logo a família apercebeu-se do assalto, comunicou o irmão, que rapidamente ligou ao 111, número do Serviço de Emergência, mas, infelizmente, não foi atendido por nenhum operador.
“Estava aflito, tive que sair da minha casa no Rangel e em 10 minutos estava na Unidade de Reacção e Patrulha para pedir socorro, encontrei dois efectivos sonolentos, que disseram que, naquela altura, não tinham como ajudar porque estavam sem viatura e pediram apenas o número de telefone para depois contactar”, lamentou.
De seguida, imaginando o pior que podia estar a acontecer com a sua progenitora e a irmã, acompanhado com a mulher, deslocou-se até as proximidades da casa da sua mãe onde, com ajuda de alguns vizinhos, na ponta da rua, iam gritando “gatuno” o que, de certa forma, precipitou a fuga dos marginais, mas não sem antes levarem o televisor e uma botija de gás.
“Sinceramente, lamento a forma como a Polícia, mesmo estando de prevenção, justamente na Unidade de Reacção e Patrulha não conseguiu prestar ajuda a uma família, isto é cúmulo de tudo”, lamentou.
De acordo com o nosso entrevistado, quase uma hora depois, um efectivo da Polícia ligou para saber as coordenadas do assalto. “Quando chegaram no local, já o assalto estava consumado, felizmente nada aconteceu a minha mãe a minha irmã”, suspirou.
Passados seis dias ninguém diz nada
Passados seis dias, e mesmo após ter aberto um processo na esquadra mais próxima do bairro, o jovem lamente que, até a data presente haja um silêncio tumular no seio da Polícia.
“É preciso que a Polícia tenha alguma posição, os jovens marginais do bairro estão identificados, conhecem a casa da minha mãe, quem garante que não vão regressar?”, questionou.











