Reportagem "NA MIRA DO CRIME" revela os nomes de marginais que 'tomam conta' de Cacuaco
Nos últimos dias nota-se um elevado número de assaltos em residências em vários pontos do município de Cacuaco, realizados com recursos a arma de fogo. Em algumas zonas, moradores preferem abandonar às residências em busca de segurança.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Após várias denúncias, uma equipa do NA MIRA DO CRIME levou a cabo uma série de reportagem aturada, em algumas zonas de Cacuaco, começando pela zona dos “Três Embondeiros”, bairro Augusto Ngangula, distrito urbano do Kicolo. Nestas parcelas, os assaltos em residências sobressai.
Na estrada que dá acesso a ponte do Paraíso, é dos pontos mais perigosos do município, segundo Malesso, morador da zona, todos os dias assistem assaltos “principalmente nas imediações da Capela da Católica de S. Mateus, os bandidos usam armas de fogo e, durante o assalto, chegam até a violar as meninas", denunciou.
Os bandidos controlam o espaço que vai desde a escola Kaweye, até a antiga Escola Doce I.
A frequência dos bandidos e ataques aos alunos fez com que o proprietário encerrasse a escola.
Os bandidos transformaram o interior do bairro em uma espécie de "quartel-general". Mas é na Escola Doce I onde idealizam os assaltos.
Um pastor da Igreja Pentecostal que foi recentemente assaltado, explicou que a falta de uma esquadra policial facilita a actuação dos marginais.
"Aqui a polícia não entra, quando estive a ser assaltado, liguei para a polícia que prometeram a qualquer momento chegar, mas nada", lamentou.
"Os bandidos ficam todo dia na escola e de noite ninguém apanha sono, são gritos em todos os lados a pedirem por socorro", declarou.
O grupo “Os Tipo Leva”, é composto pelos bandidos “Tchutcho Bawe”, “Dengola”, “Smith”, “Da Bolinha e Stanga”.
No grupo “UTM”, é importante que se ‘casse’ os marginais “O De Mana” e o “Matengo”… são os mais perigosos.
Nos “UTB”, a liderança está a cargo do “TPA”, seguem-se o “Jury”, “Caito” e o “Maninho”, estes são os que roubam o sossego da zona.
Segundo os moradores, estes bandidos, quando cansados de assaltar residências, recebem compras de jantar das senhoras que saem do mercado.
Em acto contínuo, a equipa do NA MIRA DO CRIME rumou para o bairro Kalumana.
Aí, os bandidos têm como ponto de concentração a cantina da “Escola Kalumana”.
Os alunos da referida escola são presas fáceis, e são obrigados a pagar ‘propina’ aos marginais para não serem molestados.
As lutas entre grupos rivais tornam o bairro num perigoso. Os grupos que tomam conta do bairro são conhecidos como “Os Tá Leguado” e os “UTD”, liderados pelos bandidos “VD”, “Mauro Pi” e “Ti Chiki”; todos estes com várias histórias bizarras de crimes cometidos.
“Os UTPJ”, são liderados pelo marginal “Pão com Peixe”, que tem como ‘sequazes’ “Ti Beijo”, “Lambula e o D' Santa”… actuam principalmente no Paraíso.
Informações colhidas no local, dão conta que o grupo “Tá Leguado” actua principalmente nas paragens da Vila de Cacuaco, e estende o raio de operação até ao Bairro Novo, área adjacente a 41° Esquadra da Boa Esperança.
Na Boa Esperança, assaltos a residências e lutas de grupos pintam o dia-a-dia dos moradores.
Os dedos acusadores apontam para os grupos “UTB” composto pelos marginais “K”, “Ferro”, “Sorrento”, “Bacongo”, “Babá”, “Mana Bamba”, “Kilamú”, “Costa”, “Tá levar na embalagem”, “Panamera”.
Na zona, estão ainda os “RTZ”, grupo liderado pelo “DJ. Babacita”, e tem como comparsa o “Mana Bela”.
As lutas de facas, catanas e garrafas são realizadas de preferência na curva da Zâmbia.
Os moradores aproveitaram a presença deste jornal para pedir o regresso de Sidónio de Lemos, ex-Comadante do bairro Boa Esperança.
"O Sidónio visitava os bairros e mantinha ordem, os assaltos eram reduzidos”, disseram.











