Rixas entre grupos rivais aterrorizam munícipes de Viana
Os moradores dos bairros periféricos do município de Viana, em Luanda, dizem-se agastados e preocupados com as constantes rixas entre gangues e o aumento de assaltos com recurso a armas brancas, principalmente na via pública.
Por: Kihunga Bessa.
Como acontece na maioria dos municípios de Luanda, em Viana, a onda de criminalidade, nos últimos dias, atingiu o pico e os moradores comparam isso a um inferno.
Durante dois dias, propriamente 12 e 13 , o jornal NA MIRA DO CRIME deslocou-se a vários bairros periféricos do município de Viana, tais como: Capalanca , Boa-Fé, Mirú, Estalagem, Km 6, dentre outros para constatar o seu estado criminal, em função do clamor dos moradores.
À nossa reportagem, relataram que os assaltos a residências reduziram consideravelmente, mas na via pública, "a situação está complicada; há sempre sangue a derramar".
Complicado também está o facto de as lutas entre grupos rivais fazerem parte da ordem do dia, repercutindo-se, não poucas vezes, nos transeuntes.
"Nós aqui em Viana, sobretudo nos bairros periféricos, passamos mal; a escuridão tomou conta de nós e não conseguimos andar de noite porque os bandidos escondem-se entre as paredes e atacam-nos quando bem entenderem, principalmente quem vem do serviço ou mercado", disse Margarida dos Anjos, residente do Capalanga.
Para além da escuridão, falam também do fraco policiamento. "Às vezes, a polícia passa, mas minutos depois de passar, os marginais saem das tocas e fazem das suas", contam.
Importa referir que zonas mais críticas são a Boa-Fé, Capalanca, Estalagem Mamã Gorda e Papá Simão, que diariamente, têm casos a registar.
Só para se ter uma ideia, muito recentemente no bairro da Boa-Fé distrito Urbano da Estalagem, mais precisamente na rua da coca-cola, as rixas entre dois grupos rivais denominados: os Colombianos e os Loucos do Prédio Lilás, eram diárias e aterrorizavam os moradores.
Eles alegam a falta de patrulhamento de proximidade, "porque se a polícia passar às 20 horas e voltar a passar mais às 03 horas, os marginais aproveitam esses intervalos".











