Tomada por assaltos: Moradores do bairro BCA pedem ajuda à Polícia
Os moradores do bairro BCA, no município do Cazenga, propriamente na rua do Real e na Zona do Buraco, estão a agastados com o nível de delinquência consubstanciado em rixas entre dois grupos rivais e assaltos constantes nos becos e na linha férrea.
Por: Mário Cunha
A denúncia foi feita por um cidadão anónimo na segunda-feira última, 30, quando, na ocasião, na rua de Real decorria uma rixa intensa entre dois grupos rivais, com uso de objectos contundentes, nomeadamente, catanas e garrafas, numa altura em que o relógio marcava 22 horas 17 minutos.
A equipa deste jornal, fez-se chegar no local e em conversa com os moradores da rua Real, ficamos a saber dos motivos da luta: o controlo do território.
Uma anciã de 59 anos de idade, que reside na referida rua há 26 anos, disse que os tempos mudaram, porque hoje, não se consegue sair da rua do Real às cinco horas e atravessar a linha férrea para ir trabalhar.
"Os amigos do alheio estão em todos os cantos", asseverou, referindo que o que dava alguma segurança é a presença de efectivos das Forças Armadas Angolanas no bairro em causa.
Acrescentou que mesmo à luz do dia ocorrem assaltos de bens como telemóveis, carteiras e relógios.
Disse também que a porta da casa em que reside, já foi alvo de vandalismo com catanas há um tempo.
Por esses e outros motivos, os moradores pedem ao Estado para que coloque na área uma esquadra móvel, principalmente do Buraco para a rua da sétima avenida.
Já o senhor Dumbo Ferraz, que vive num dos becos que dão acesso à rua do Real e a Zona do Buraco, disse que os roubos haviam cessado, mas recomendaram com alguma intensidade.
Este jornal sabe que um dos grupos de marginais que tem tirado o sossego aos moradores é o UDB que se une a com organização de marginais denominados "Trafulhas".
Ambos os grupos estão localizados na rua "Dona Bela". E a UTG tem união com grupo de marginais denominados Baixera, localizados Zona chamada Baixera ou rua do Real.
Nenhum desses grupos deve atravessar o território de outrem, sob pena de ser assassinado da forma mais cruel possível.











