"AG”: Grupo de marginais toma de assalto uma festa e fere gravemente cidadão
Um grupo de marginais denominado AG, constituído, dentre outros, por Decave; Azulinho e Mendico, com idades compreendidas entre os 24 e 30 anos, que actuam na Zona Verde (Vila Nova), por detrás da Comarca de Viana, tomou de assalto o salão Cantina Nova, onde decorria uma festa de despedida do ano transacto, e feriu gravemente o cidadão Hélder Carneiro, de 30 anos.
Por: Matias Miguel
A vítima foi atingida por vários cacos de garrafa, nas costas e na cintura, por volta da meia noite, provocando cortes profundos que deram em muita hemorragia. De acordo com populares, "o grupo AG faz e desfaz no bairro, impõe os seus ditames e ninguém faz nada, o que preocupa os moradores.
Pior que isso, dizem, é que quando são detidos pela polícia, pouco tempo depois, são soltos e voltam a cometer as suas atrocidades, já com alguma ferocidade.
O AG é o mais conhecido por ser constituído por jovens destemidos, com uma fixa criminal apinhada. "Tomamos conhecimento que estão em liberdade há 20 dias, depois de passarem três meses na Comarca Central de Luanda (CCL)", revelou um cidadão.
Uma estratégia mais frequente usada pelos integrantes do grupo é abandonarem bairro, por alguns dias, depois de cada acção, até notarem um abrandar da tenção.
"Sempre que recorremos ao posto policial da Vila Nova, os efectivos dizem não ter meios para travar a onda criminal e acudir a população", relatam, referindo que no período nocturno, a ausência de patrulhamento policial é ainda mais evidente.
Hélder, a mais recente vítima, disse à nossa reportagem que os cinco marginais não eram convidados à festa, mas conseguiram entrar.
De repente, um deles apenas conhecido por Decave, abordou-o pedindo que desse a sua pasta de documentos.
Mas este reagiu e foi agredido violentamente com cacos de garrafa. Madalena Carneiro, irmã da vítima, apercebendo-se do incidente, dirigiu-se à esquadra policial, mas lhe foi dito que haviam efectivos, mas não havia transporte para fazê-los deslocar ao local do crime, situação que moradores reprovam.
"Se a polícia não nos protege, quem mais o vai fazer", questionaram.











