No Kilamba Kiaxi - Assaltos às residências e roubo de motorizadas tiram sono aos moradores dos bairros golfe 1 e 2
Moradores das subzonas 6,7,8 e 9 do bairro do golfe-1, no município do Kilamba Kiaxi, queixam-se do aumento da criminalidade na circunscrição, consubstanciado no assalto às residências e no roubo de motorizadas. Os casos, segundo contam alguns populares, foram aumentando antes mesmo do Covid-19, mas agora aumentaram assustadoramente.
Por: Jurelma Coxe
A ponte da chibai, que liga o golfe-1 ao golfe 2 é o principal centro dos criminosos. "A partir das 19 horas, torna-se muito arriscado fazer a travessia”, disse Maura Augusto, moradora da subzona-9, no golfe 1. Segundo ela, é preciso chegar cedo à casa para não ser assaltada e perder os pertences, sobretudo o telemóvel. “Nem sempre é possível chegar cedo, pois há momentos em que o trabalho termina tarde, ou o táxi fica difícil”, justifica-se.
Os crimes acontecem mesmo de dia.
“Não tem hora”, resume, referindo que “eles montaram uma espécie de posto de intercepção facilitado pelo facto de a passagem pela ponte ser obrigatória.
Já do lado do golf-2, Maria Abel, diz que, por pouco, a sua filha não foi violada, quando voltava à casa, depois de ter participado numa festa do bairro.
“Temos aqui muitos jovens conhecidos que são claramente delinquentes; até os pais deles sabem, mas todos têm medo de os denunciar”, lamentou.
Disse ainda que as casas abandonadas no bairro, por infiltração de água salobra, foram transformadas em esconderijos dos meliantes que, mesmo à luz do dia, fazem das suas.
“Quando há óbitos, e vêem ao bairro pessoas desconhecidas, essas são transformadas nas principais vítimas dos malfeitores.
Acrescentar que efectivos do Serviço de Investigação Criminal já estiveram no terreno, efectuaram algumas detenções, mas ainda nada de realce foi feito.
“O principal suspeito e tido como líder do grupo está solto e a passear pelo bairro”, revelam os moradores.
O proprietário de uma cantina na zona 9, José Mohamed, diz ter sido assaltado em várias ocasiões. “Já perdi muito dinheiro, e as pessoas que assaltam são mesmo do bairro", verificou, asseverando que o bairro precisa com urgência de uma esquadra mais próxima. A mais próxima, da Mamã Gorda, fica na zona-15, e não dá resposta às solicitações a tempo e os bandidos sabem disso”, lamenta.











